Naturalmente, as pessoas esperam que o nome traduza a essência do perfume, por isto, muitas vezes ficamos decepcionados com determinadas fragrâncias. No caso de Dolce Vita, eu e outras pessoas ficávamos imaginando uma fragrância extremamente doce, luxuriante, narcótica. Não é o caso.
Mas Dolce Vita não me decepcionou. Ao contrário, nas quatro ou cinco vezes em que o experimentei antes de decidir-me por uma opinião definitiva, sempre me surpreendi por gostar dele sem saber ao certo como defini-lo.
É certo que hoje em dia, os perfumes mais populares são feitos para nos seduzir nas notas de saída, e as notas de saída de Dolce Vita, para mim, são um pouco confusas. Criado em 1996 por Pierre Bourdon e Maurice Roger, Dolce Vita faz uma entrada especiada, com flores suaves. Digo, a magnólia adocicada parece um pouco aguada, percebe-se aqui e ali lampejos de lírios. Mas talvez a nota perturbadora seja uma que eu demorei a definir, levemente ácida e quente ao mesmo tempo (depois descobri ser uma combinação de pêssego com canela). Parecia-me uma mistura de notas indistintas e fugazes como um deja vu, uma sensação de quando você está acordando lá pelas sete da manhã num domingo preguiçoso, e você está cheia de energia e com uma sensação bucólica e inocente.
Para apreciar Dolce Vita, você tem que, principalmente, gostar de perfumes amadeirados. Aliás, sabiam que homens se atraem por aromas amadeirados em mulheres?
Dolce Vita é um perfume leve e feliz. Não necessariamente uma alegria pueril como Miss Dior Cherie. É um perfume adulto, marcante, com madeiras e resinas ( sândalo, cedro e pau rosa) harmonizadas com o cardamomo, a canela, heliotropo, lírios e magnolias. É interessante que de algum modo, tem-se a sensação de que as madeiras são resinosas, pois deixam um amargor típico nas notas de base. Isto é bom, pois a baunilha e a canela ainda estão presentes e são o Dolce da fragrância. Dolce ma non troppo. Se você já sentiu o cheiro da casca do coco maduro, cheia de farpas, sabe identificar esta nota também.
Gosto desta propriedade de um perfume de crescer na pele, fazendo o caminho inverso de notas poderosas na saída e desvanescentes no residual. Dolce Vita cresce em mim, como um dia começa ameno, tem uma tarde esplendorosa e uma noite deliciosa.
Considero Dolce Vita um Clássico da Dior, leve e harmônico, embora intenso. Um Must have.Naturalmente, as pessoas esperam que o nome traduza a essência do perfume, por isto, muitas vezes ficamos decepcionados com determinadas fragrâncias. No caso de Dolce Vita, eu e outras pessoas ficávamos imaginando uma fragrância extremamente doce, luxuriante, narcótica. Não é o caso.
Mas Dolce Vita não me decepcionou. Ao contrário, nas quatro ou cinco vezes em que o experimentei antes de decidir-me por uma opinião definitiva, sempre me surpreendi por gostar dele sem saber ao certo como defini-lo.
É certo que hoje em dia, os perfumes mais populares são feitos para nos seduzir nas notas de saída, e as notas de saída de Dolce Vita, para mim, são um pouco confusas. Criado em 1996 por Pierre Bourdon e Maurice Roger, Dolce Vita faz uma entrada especiada, com flores suaves. Digo, a magnólia adocicada parece um pouco aguada, percebe-se aqui e ali lampejos de lírios. Mas talvez a nota perturbadora seja uma que eu demorei a definir, levemente ácida e quente ao mesmo tempo (depois descobri ser uma combinação de pêssego com canela). Parecia-me uma mistura de notas indistintas e fugazes como um deja vu, uma sensação de quando você está acordando lá pelas sete da manhã num domingo preguiçoso, e você está cheia de energia e com uma sensação bucólica e inocente.
Para apreciar Dolce Vita, você tem que, principalmente, gostar de perfumes amadeirados. Aliás, sabiam que homens se atraem por aromas amadeirados em mulheres?
Dolce Vita é um perfume leve e feliz. Não necessariamente uma alegria pueril como Miss Dior Cherie. É um perfume adulto, marcante, com madeiras e resinas ( sândalo, cedro e pau rosa) harmonizadas com o cardamomo, a canela, heliotropo, lírios e magnolias. É interessante que de algum modo, tem-se a sensação de que as madeiras são resinosas, pois deixam um amargor típico nas notas de base. Isto é bom, pois a baunilha e a canela ainda estão presentes e são o Dolce da fragrância. Dolce ma non troppo. Se você já sentiu o cheiro da casca do coco maduro, cheia de farpas, sabe identificar esta nota também.
Gosto desta propriedade de um perfume de crescer na pele, fazendo o caminho inverso de notas poderosas na saída e desvanescentes no residual. Dolce Vita cresce em mim, como um dia começa ameno, tem uma tarde esplendorosa e uma noite deliciosa.
Considero Dolce Vita um Clássico da Dior, leve e harmônico, embora intenso. Um Must have.