Kenzo Jungle Le Tigre
Uma floresta asiática, densa, úmida, luxuriante…aromas que se desprendem das folhas úmidas, das madeiras exóticas…. odores de personalidade, que não podem nem serão confundidos com os outros.
Pena que Le tigre, da coleção conceitual Jungle By Kenzo, foi uma edição limitada. Criada em 1997 por Dominique Ropion, com notas de kinkan (aquela mini laranjinha japonesa, conhecida também por kumquat), tangerina e laranja, leva também como trunfo logo na primeira borrifada, acordes da davana (uma erva indiana conhecida por seu odor balsâmico e persistente, de início penetrante e herbal e com a evaporação, mais e mais adocicado e profundo). Estas nuances cítricas, levemente doce amargas, voluptuosas, possuem uma cadência intrigante, pois estas diferentes sensações olfativas (cítrico, adstringente, balsâmico, aromático,) se alternam como tambores na floresta.
Osmanthus (jasmim do imperador, florzinha usada para aromatizar o chá chinês, um leve aroma frutal)) e ylang ylang, uma combinação inebriante e oriental, instiga uma volúpia digna de noites quentes e selvagens, trazendo a minha memória um quê de Indochina (ei, eu não tenho idade para Indochina, estou falando do filme com Catherine Deneuve hahahahaah). É realmente uma combinação bombástica e o cerne do amor de Kenzo por perfumes exóticos e fora do comum.
Então você tinha o contato com o aroma delicioso da madeira de massöia, juntamente com canela de alta qualidade. Só tenho uma palavra para descrever a sensação desta combinação: sensual. A massöia é uma madeira da Nova Guiné, e sua nota com a canela me lembrou cheiro de coco ralado.
O cheiro que fica na na pele não é invasivo, mas de algum modo, uma equilibrada mistura de madeira, notas penetrantes e uma suave doçura exótica e intangível, provocante.
Um perfume que evola o oriente úmido, primal, natural e muito feminino. A perfumaria de
Kenzo, sendo relativamente popular, consegue manter uma liberdade criativa e a linha Jungle (com o sensacional Jungle for Men e tamble Jungle Le Elephant, outra maravilha) vale a pena ser conhecida. EU não estou bem certa disto, mas segundo algumas de minhas fontes Le Tigre foi realmente descontinuado, embora LE Elephant ainda seja comercializado.
O frasco é lindo, luxuoso, forte. A fixação é estupenda e sempre que eu usei o perfume recebi elogios. Agora só me resta um frasco vazio, de lembrança.



















Vanessa Anjos edita o PnP há 2 anos. Colecionadora de perfumes e diletante convicta em várias áreas, adora escrever e Internet, design gráfico Tabajara, fashionismo teórico (ela inventou o termo) e tem um monte de esboços sobre muitos projetos, que nunca são levados a cabo porque está sempre ocupada tentando mudar o mundo através da resistência passiva e um biquinho charmoso.
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