Azzaro pour Homme
Como comentei posts atrás, tinha um projeto de comentar alguns masculinos para o Dia dos Pais. Infelizmente, por problemas com o provedor de Internet, tive que adiar a postagem de algumas resenhas (que pomposo, como se eu fosse uma jornalista). Aqui vai mais um deles:
Se Azzaro fosse um perfume ruim, não seria o importado masculino mais vendido do Brasil, seria? Anos e anos depois de seu lançamento, este vert ambarado é um clássico indiscútivel por seu corpo aromático equilibrado, coerente, viril.
Por que os homens gostam de Azzaro?
Provavelmente porque é um perfume muito muito natural, não invasivo, muito terra, verde, musgo, floresta, força, confiança…coisas com as quais os homens gostam de se identificar. Realmente, sendo um perfume discreto, seco sem ser ardido e apenas ligeiramente amargo (não, eu não bebi o vidro de Azzaro), ele tem uma atração animálica devido à forte presença do almiscar. Nada mais másculo. Um pouco mais de musgo e vetiver e pareceria Pinho Sol; um pouco mais de lavanda e seria banal. A especiaria aqui não pesa e o patchouli eo vetiver fazem toda a diferença. Mas claro, há homens e homens e com certeza Azzaro não deve agradar a todos eles (ou às namoradas e esposas deles).
De ínicio, o cheiro de alfazema e ervas dá a impressão de que teremos um perfume banal. Vale lembrar que Azzaro foi lançado em 1978 e de lá para cá muitos sucessores e cópia descaradas apareceram. Na minha opinião, o Próprio Azzaro lembra demais o Paco Rabanne for men, apenas mais “seco”. Logo depois o vetiver, sândalo e patchouli, além do cardamomo, dão o peso, mantendo incrivelmente uma transparência sensual. Aí é que entra a pele do homem, fazendo toda a diferença. Eu particularmente sinto muito distintamente o cardamomo e o couro dentre as madeiras, e gosto muito.
Considero Azzaro Pour Homme atemporal e elegante.
Marca: azzaro
Criadores: Gerard Anthony, Martin Heiddenreich e Richard Wirtz
Criado em: 1978


















Vanessa Anjos edita o PnP há 2 anos. Colecionadora de perfumes e diletante convicta em várias áreas, adora escrever e Internet, design gráfico Tabajara, fashionismo teórico (ela inventou o termo) e tem um monte de esboços sobre muitos projetos, que nunca são levados a cabo porque está sempre ocupada tentando mudar o mundo através da resistência passiva e um biquinho charmoso.
Vivian Ferreira de Lima