Scarlett da Cacharel me atraiu desde o ínicio por sua embalagem sofisticada e delicada (em fotos), que me lembrou uma arte japonesa esculpida em marfim. Eu já sabia que o perfume tinha sido pensado para rivalizar com o legendário Anaïs Anaïs, portanto, conscientemente, esperava que fosse um floral inocente. Mas ao vivo o frasco é um pouco decepcionante e o perfume causou algumas reações controversas quando o usei.
As notas iniciais são frescas e leves, embora nãos ejam aguadas, são realmente leves. Como eu tenho algunss Burberry, até achei bastante parecido com o Brit EDT. As bnotas de chá e pêra em adição a alguns tons cítricos (neste caso não são limões de caipirinha, é algo meio genérico como se você tomasse Schapps Citrus, me entende? Algo entre maçã, tangerina e limão). É bom, mas não é algo que eu esperasse para “Scarlett”. Um perfume que foi inspirado na personagem de E o Vento Levou e na atriz Scarlett Johansson. Só se for Scarlett O’Hara virgem, e olha lá, hehehehe.
É um perfume bem retrô, com florais em madressilva e flor de laranjeira e jasmim, cujo coração da fragrância é sutil e romântico, extremamente floral e talcado. Se não fosse a presença de um almíscar de qualidade, seria um perfume banal. Na verdade, não vi nada de marcante nele, mas alguns caras que trabalham comigo falaram que gostaram do perfume.
Vai entender.
A fixação é boa. Para quem gosta de talcados e perfumes bem comportados.
Mas sinceramente, este não é um perfume “Scarlett. Faltou personalidade.
Cacharel Scarlett foi criado por Olivier Cresp, Alberto Morillas e Honorine Blanc, um trio renomadíssimo. Será que foi uma tentativa da marca em encontrar concorrente para Miss Dior Cherie ( pela propaganda que você pode conferir, parece que foi esta a intenção) Mas se foi, erraram feio. Miss Dior Cherie dá de 10 a zero em Scarlett.
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