Experimentando Amó Amasso e Amó Chamego
Sempre que eu preciso conhecer um perfume ou fragrância da Natura, eu escolho uma consultora para extorquir amostras: desta vez, a simpática Marinês lá do meu serviço foi a vítima (mas eu comprei o óleo de massagem, digo em minha defesa!!! Embora
tenha anotado na revista que ela TINHA QUE ME DAR amostras dos perfumes. Pra vocês verem a que eu me presto para manter meu blog ainda falando de marcas brasileiras…).
Então, voltando ao foco, a Mari me conseguiu as amostras e eu trouxe minhas opiniões após esvaziar as ampolinhas durante a semana. Aqui vai:
Relembrando…o post sobre o lançamento está aqui.
Chamego vem de chama.
É um sentimento de desassossego, que desequilibra, tira do chão. É um carinho cheio de intenções para fazer a dois.
Oriental amadeirado, embora a Natura diga que ele é mais amadeirado sensual (o que normalmente quer dizer que a base contém âmbar). A abertura é bem especiada, com o aroma picante da pimenta, do gengibre e cravo e canela. De início, lembra uma versão mais doce do Shiraz, mais moderna e acessível. Boa. Quente. Talvez lembre a alguns quentão (foi o que me disseram) ou batata doce caramelada (isso me fez rir, mas provavelmente pensaram isto por causa do gengibre). Eu gostei desta abertura,
muito por causa do quentão… ops, cravo e gengibre, em combinação com a pimenta, além do plus do cardamomo, que eu sempre acho masculino e irresistível, e que conferiu esta pluralidade incrível e saborosa a Chamego. Achei que precisávamos de um perfume brasileiro assim, ardente. A fragrância a evolui para as notas amadeiradas com graça, mantendo a força e personalidade; madeiras secas, fortes, realçando o equilibrado jasmim, e finalizando (pena que rápido demais) em notas ambaradas.
Amasso é para tirar o fôlego. É um abraço bem apertado, com uma sucessão de beijos e uma vontade de ficar tão colado que quase transforma dois em um.
Amasso, por outro lado, a contraparte masculina, é um perfume fresco e moderno, com uma abertura cítrica bem comportada e notas secas de maçã, que se estenderam para o corpo amadeirado. Final ambarado, persistente, mas sem brilho. Achei perfume de “bom moço”, ok, mas sem grandes surpresas. Acredito que tem tudo a ver com o conceito de casal feliz de Chamego e Amasso, mas no fundo, acho que o perfume feminino merecia um companheiro mais provocativo. Na pele, durou menos que Chamego.
A propaganda, é linda, o conceito idem, mas contra o produto, só posso dizer que, como são as estrelas de uma nova linha a ser estendida pela Natura, deveriam ter se inspirado em embalagens bem diferentes da Linha Humor. Ficou muito parecido. Urbana demais para o nome, em tupi. Às vezes acho que se confundem demais com estas coisas.
Chamego quer Amasso e Amasso quer Chamego, é isso que as fragrâncias querem dizer. Mas acho que queriam dizer o contrário. Vale conhecer.
A criação das fragrâncias são da perfumista Verônica Sato e Nielsen (Da Givaudan), na feminina; e Gaurin, Pierre Wargnye e Marion Costero (da IFF), na masculina.
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Vanessa Anjos edita o PnP há 3 anos. Colecionadora de perfumes e diletante convicta em várias áreas, adora escrever e Internet, design gráfico Tabajara, fashionismo teórico (ela inventou o termo) e tem um monte de esboços sobre muitos projetos, que nunca são levados a cabo porque está sempre ocupada tentando mudar o mundo através da resistência passiva e um biquinho charmoso.

Eu, q sou tiazinha, num gostei naum! Imagine as gatinhas!!!!
Bjns!
Obrigada!
Acho que vou solicitar aqui um informação que vai na contra-mão do que geralmente perguntam…
Acho que as pessoas geralmente procuram um “contra-tipo” inspirado em algum importado… eu vou perguntar o contrário: você, q é expert, saberia me indicar um importado com caracterÃsticas parecidas com a do Amó Chamego?
Obrigada!
Bjns!