Amazônia Viva Bálsamo da Floresta EdT
A linha de Eaux de Toilette da marca brasileira Amazônia Viva conta com 3 fragrâncias desenvolvidas com a utilização de essências naturais da flora brasileira, e incluem óleos essenciais naturais de ativos da Amazônia, renováveis e extraídos de forma sustentável, para reproduzir a atmosfera luxuriante da região. Eu experimentei a fragrância Bálsamo da Floresta, um floral amadeirado bastante capaz de recriar a sensação de se tocar na terra úmida de uma floresta tropical.
Bálsamo da Floresta inicia com um genérico cítrico não de todo agradável, pendendo para cascas de laranja. Logo se percebe o aspecto terroso da fragrância, baseada na presença de oriza (uma espécie de patchouli) e do bálsamo da copaíba, duas notas bastante fortes, que provavelmente vai fazer o mais desavisado lembrar-se de Phebo Amazonia.
O coração da fragrância parte para a docilidade retrô da Rosa da Bulgária e sua combinação com Ylang ylang. O ylang ylang provando-se mais acentuado na segunda parte, aliás. O aspecto “antigo” ou vintage, se preferirem, fica por conta desta faceta talcada e tradicional do coração de Bálsamo da Floresta. A fixação é mediana e reforça-se na copaíba, mais uma vez, e no patchouli, além do pau rosa (jacarandá). No geral, o apelo balsâmico poderia ter sido melhor aproveitado se não tivessem utilizado o coração floral tão óbvio. Com tantas flores e frutas brasileiras aromáticas, acredito que a fragrância só se tornou um perfume ruim por esta desatenção. Espero sinceramente que as outras fragrâncias da linha não sejam assim tão datadas. Na verdade, realmente não consegui entender o próposito de se criar uma fragrância tão banal, para não dizer péssima, para veicular o bálsamo da copaíba para o mundo. Entretanto, ouvi dizer que os demias produtos da marca, principalmente os hidratantes, são bastante bons.
Não encontrei referências sobre o perfumista responsável, enviei email a Du Plessis (dona da marca) e assim que tiver a informação, posto aqui. A linha foi criada em 2010. Bálsamo da Floresta é um EdT unissex.



















Vanessa Anjos edita o PnP há 3 anos. Colecionadora de perfumes e diletante convicta em várias áreas, adora escrever e Internet, design gráfico Tabajara, fashionismo teórico (ela inventou o termo) e tem um monte de esboços sobre muitos projetos, que nunca são levados a cabo porque está sempre ocupada tentando mudar o mundo através da resistência passiva e um biquinho charmoso.

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