Mirra (Série: Aromas)
A mirra (Commiphora molmol) é conhecida desde a antiguidade, sendo inclusive citada na Bíblia várias vezes. Foi um dos supostos presentes dos Reis Magos para o menino Jesus. Trata-se de uma pequena árvore espinhosa natural de regiões semidesérticas do Oriente Médio e do nordeste da África.
Importante item de comércio por milhares de anos, a mirra era ingrediente primário nos antigos cosméticos e incensos.
A mirra era adicionada ao vinho tanto pelos hebreus quanto pelos gregos, para intensificar aroma e sabor. Já os egípcios mumificavam seus mortos com ela, enquanto outras culturas a utilizavam como incenso ritual durante as cerimônias de cremação. Seu nome quer dizer “lágrimas amargas” (provavelmente uma referência à seiva amarga da mirra, de onde é retirado o óleo essencial, que escorre em gotas quando a casca da planta é cortada). Com o tempo e seu uso em rituais religiosos, mirra ganhou um sentido de consolo divino.
Seu aroma é quente, apimentado e amargo, com notas esfumaçadas e almiscaradas. Avoluma-se com suaves nuances de gerânio e limão, mas sua principal característica é o aroma picante, almiscarado lembrando incenso.


















Vanessa Anjos edita o PnP há 3 anos. Colecionadora de perfumes e diletante convicta em várias áreas, adora escrever e Internet, design gráfico Tabajara, fashionismo teórico (ela inventou o termo) e tem um monte de esboços sobre muitos projetos, que nunca são levados a cabo porque está sempre ocupada tentando mudar o mundo através da resistência passiva e um biquinho charmoso.

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