Princesse Marina de Bourbon Rouge Royal Elite
Obviamente, para um algo criado por uma legítima princesa, as palavras Rouge+Royal+Elite evocando a nobreza e a aristocracia, formam um nome que soa bastante verdadeiro e apropriado. Entretanto, não há nada de Elite, Royal ou exclusivo na fragrância que tem este combo de expressões esnobes no nome (o que na verdade, no ramo da perfumaria, é quase clichê. Desde que a arte da perfumaria moderna começou, por um longo tempo, devido principalmente aos altos custos, perfumes eram privilegio da nobreza; portanto, claro, que nós, plebeus, associamos os finos aromas à elite. Bendita democracia!).
Rouge Royal Elite é a seqüência natural e flanker de edição limitada, de Rouge Royal, porém mais equilibrado e adulto, baseado em frutas vermelhas (parece que hoje em dia, parece até que baixaram uma portaria para que os perfumes usem frutas vermelhas: todo mundo quer ser o próximo Amor Amor). Cassis, framboesas, morango, que começam bem comportados e agradáveis, sendo que os aromas mais terroso, masculinizados e noturnos, como o vetiver e o âmbar, envolvem um sândalo de Mysore bem vívido. Além das motas amadeiradas, cruas, notas florais intensas, de rosas, jasmins e o sensual ylang do Madagascar, aqui em quantidade o suficiente para agradar, complementam o corpo da fragrância.
Há um momento em que as notas de vetiver e patchouli se sobressaem muito, um pouco desequilibradas talvez, deixando o perfume estranho, vulgar. Ao mesmo tempo, é este toque que tira aquele típico “cheirinho de bala” que as frutas vermelhas costumam trazer. No entanto, surpreendentemente a fragrância se reinventa muitas vezes, tendo tudo para agradar. O âmbar e a baunilha potencializam esta fragrância ultrafeminina, um floral frutal bastante moderno. As notas de fruta se estendem por toda a composição, aguçadas pela baunilha.
Normalmente a marca não é conhecida por sua longevidade, mas eu consegui 6-8h bastante perceptíveis. A projeção também é muito boa, (ou seja, muitas pessoas podem acha-lo forte, mas nada assim do naipe de LouLou ou Poison). Infelizmente Rouge Royal Elite pode ser confundido com centenas de outros perfumes.
Isso pode ser bom, se quem brilhar for a sua refinada aristocracia, não seu perfume!





















Vanessa Anjos edita o PnP há 3 anos. Colecionadora de perfumes e diletante convicta em várias áreas, adora escrever e Internet, design gráfico Tabajara, fashionismo teórico (ela inventou o termo) e tem um monte de esboços sobre muitos projetos, que nunca são levados a cabo porque está sempre ocupada tentando mudar o mundo através da resistência passiva e um biquinho charmoso.

O Elite ainda não conheço, mas tenho ouvido reiteradas vezes que é melhor que o RR.
Como não tenho, não posso julgar a fixação mas todos falam que é fraca, uma pena porque apesar de não ser mesmo original, é um perfume bem gostoso, gostoso mesmo, cheira morangos e framboesas delicadas.
PS: sua descrição do Obsession feminino foi perfeita, ele é incensado, cheio de canela e especiarias e chega um momento que de tão ordinário ele parece o desodorante Avanço. Porém, eu gosto.