Lancôme Ô d’Azur
Semana passada, me aventurei num dos meus terrenos preferidos: fazer compras de perfumes com o dinheiro dos outros hahaahah!
Explico: minha irmã, fiel usuária de J’Adore, resolveu me presentear com um orçamento e um desafio: comprar dois perfumes, um para eventos especiais, outro para o dia a dia. Sobre o perfume para a noite, falo depois, mas a grata surpresa for ter optado por comprar no escuro Ô d’Azur, da Lancôme. Que chegou no Brasil há pouco tempo atrás via grandes perfumarias.
Claro que, quando eu compro algo “no escuro”, eu levo em conta uma série de fatores, e aqui, no caso, foi a preferência de minha irmã por perfumes leves e aerados para o dia, com uma tendência para florais e cítricos.
Dito isto, minhas considerações sobre o perfume são, ao mesmo tempo, positivas e negativas. A primeira impressão foi de um frasco absolutamente lindo e inspirador. As notas iniciais, cítricas e aguadas, são refrescantes e suaves ao mesmo tempo, enquanto eu esperava algo com mais substância. A tangerina siciliana e o limão caviar (limão tão suculento que seus gominhos são considerados “caviar”_ não eu nunca vi) em conjunto com a pimenta rosa, impregnando o ar com a idéia de uma “Cote d’Azur” cheia de glamour. Meus sentidos querem gostar da fragrância mesmo quando eu penso no porque mutilaram algo que prometia ser tão melhor.
Não me interpretem mal: Ô d’Azur , um dos dois flankers da fragrância Ô, lançada em 1969, bastante cítrica e revogirante, tem a proposta de modernizar um clássico da marca para o público de hoje, que associa cítrico com detergente para louça. Por isso, o limão foi modernizado, domado, diluído e tornado low profile. As notas florais se tornaram mais proeminentes, peônia, ciclâmen e a marca registrada da marca, a rosa, bastante evidentes e femininas. A suculência da lichia mantém o tom frutal e harmonioso. Os criadores obtiveram o efeito desejado de glamour high society à beira-mar, adicionando notas de madeiras e cashmere almiscarada, mantendo a fragrância refrescante, charmosa, com um allure só seu, saindo-se bem melhor que perfumes mais caros, mas devendo um pouco no quesito acabamento e originalidade.Ainda assim, considero um investimento garantido para quem procura um perfume com a leveza feminina e floral, um astral chique e vibrante. Não é um perfume ofensivo, sendo perfeito para o trabalho ou verão.
Gostei bastante e compraria para mim com certeza, principalmentepor ser tão feminino, leve e moderno, sem ser extremamente romântico, sensual ou girlie. Um coringa mesmo.
A evolução foi um pouco rápida para o meu gosto; a sillage durou cerca de 6 horas. Mas Ô d’Azur é uma “Água perfumada”, por isso a longevidade pode ser considerada boa.
Lancôme Ô d’Azur foi criado por Domitille Berthier e Sophie Labbe em 2010, juntamente com Ô d’Orangerie.
Um vídeo:
Fast Tube by Casper



















Vanessa Anjos edita o PnP há 3 anos. Colecionadora de perfumes e diletante convicta em várias áreas, adora escrever e Internet, design gráfico Tabajara, fashionismo teórico (ela inventou o termo) e tem um monte de esboços sobre muitos projetos, que nunca são levados a cabo porque está sempre ocupada tentando mudar o mundo através da resistência passiva e um biquinho charmoso.

Grata
Lembro qdo conheci o site (foi qdo eu quis encontrar uma resenha decente de como era o Miss Dior Chérie L’eau e bingo, nunca mais deixei de passar por aqui).
A resenha do Ô d’Azur tbm está impecável, foi exatamente essa a sensação que tive quando senti o perfume. Tbm achei leve e feminino, um floral delicado com um fundinho cítrico que vc descreveu perfeitamente bem!!
Já era um perfume que eu tava namorando…. e sempre que venho aqui, coloco um a mais na minha lista
Bjks (e obrigada pelo incentivo!)
E também com o deixar mais “redondinho”, eu senti que faltou alguma coisa pra me cativar por completo….rs
Mas é uma ótima opção sim… eu adorei!!!
(e olha que não sou muito de perfumes nesse estilo)
Ah! ia te perguntar…Vi a resenha sobre o versense, algo mais a dizer dele?