Review do Mês: Prada Amber EdP
Oi pessoal, faz um tempão que eu queria experimentar este Prada Amber Femme, apenas lendo a descrição de suas notas olfativas eu ‘sentia’ que iria gostar. As fragrâncias da marca, até aqui, têm focado num público ultra sofisticado, que não usam perfume como se fosse spray pra mosquito e muito menos, como arma de sedução, mas para reforçar suas imagens pessoais. Afinal de contas, perfumes atualmente são uma expressão tão boa de uma personalidade que não podemos mais considerá-los meros agentes desodorizantes.
Pois é… Eu simplesmente AMEI a fragrância. Sabe, tem perfumes que você gosta, perfumes que te encantam, e perfumes que te viciam. Para mim, Prada Amber Femme está nesta última categoria. Sabe aquele cheiro de mulher sexy, poderosa, que sabe o que quer; que displicentemente seduz sem precisar usar roupas, jóias, perfumes especiais, ou fazer caras e bocas? É este o perfume. Se você quer fazer o gênero Lolita, não rola. Prada Amber Femme tem muita personalidade para ser um “girlie forever” (estilo que eu até aprecio, nos outros) e também não tem aquele nariz torcido e inacessível de alguns talcadinhos metidos a besta. Amber é para uma mulher real, poderosa mesmo, que toma conta de sua vida, e é isto que a faz sexy.
Amber Femme não é doce, mas é levemente adocicado pelas próprias resinas, raízes e âmbar. Ao mesmo tempo, trabalha um amargor divino e realista, algo herbal, enquanto as notas de limão e mandarina refrescam. Tem aquele cheiro de terra úmida e fértil e o odor animálico e sensual que dura horrores na pele. Sério, faz tempo que não vejo um perfume durar quase 24 horas. Aliás, em francês, como vem escrito na palquinha prateada do frasco, fica ainda mais chique (nossa língua é linda, mas olha sá se não fica mais poético em Francês):
AMBER, Résine de Labdanum de France, Feuilles de Patchouli d’Indonésie, Résine de Benjoim de Siam et Santal des Indes.
E sabe o que mais: talvez seja a essência italiana, que faz com que eu goste dos D&G e dos Versace. Prada Amber Femme tem isso também. Ao contrário do L’Infusion de Íris, que é delicioso e etéreo, mas não tem este apelo terreno, o âmbar de alta qualidade e o patchouli Indonésio, aliado ao sândalo indiano, dão aquela “cor” que combina tão bem com as brasileiras. Também, este perfume é uma versão muito mais intensa que o L’eau Ambree (mais popular, aquele do frasco em degradé escuro), e sem o toque diáfano da íris. Aqui estamos falando de horas de duração, projeção muito boa e uma coisa ssim sexy que não parece provocada por perfume: parece seu.
Detalhe: o ambergris usado aqui, em teoria é a tintura de ambergris natural! Que diferença, gente! É assim, um cheiro de mar com um cheiro de terra escura e úmida, é uma reinvenção do oriental, para nossos tempos. Você vai perceber também que lá no fundinho, tem aquele cheirinho Prada em que você se sente ‘ryccah’, como dizem por aí, aquele cheirinho de bolsa cara que os outros perfumes da Prada também têm. Não pense que é imaginação não! Este tipo de acorde ‘caro’ existe, pode ser engarrafado, e está lá!
Talvez se você experimentá-lo só no papel, não vai se impressionar. Estas substâncias só fazem sua alquimia na pele. O perfume cresce e te envolve; o almíscar é discreto, mas bom o suficiente para você sentir aquele calorzinho na barriga e se apaixonar por si mesma!
Definitivamente eu o recomendaria também a alguns homens, ele tem um quê de herbal que é unissex.
Atenção para não fazermos confusão. Este perfume é relativamente desconhecido aqui no Brasil e eu ganhei um tester para experimentação. Ele tem a caixinha rosa como o Prada original, mas está escrito “Amber” abaixo do enorme logo da marca. O metal no frasco é prateado, não dourado. O líquido é ligeiramente amarelo-esverdeado. Na plaquinha, está escrito como citado acima, nem mais nem menos.
Estou apaixonada e vou praticamente beber este perfume. É sem dúvida meu novo favorito. É a minha cara!
A perfumista responsável pelos perfumes da marca italiana Prada é Daniela Andrier.
Onde encontrar fragrâncias Prada: Época Cosméticos Perfumaria (clique e siga o link)



















Vanessa Anjos edita o PnP há 3 anos. Colecionadora de perfumes e diletante convicta em várias áreas, adora escrever e Internet, design gráfico Tabajara, fashionismo teórico (ela inventou o termo) e tem um monte de esboços sobre muitos projetos, que nunca são levados a cabo porque está sempre ocupada tentando mudar o mundo através da resistência passiva e um biquinho charmoso.

Melhor descrição desse prada é impossível.
Eu não sei definir tão bem as notas. Mas é um perfume que não lembra nem se assemelha a nenhum outro. E realmente tem um quê de gente chique que não precisa de nada além dele pra fazer sucesso. (bolsas, roupas ou jóias caras. Parece até que se tiver algo mais além do perfume ficaria sobrecarregado demais).
Achei ele bem intimista, não aquela coisa “olhem, estou aqui!”. É um perfume nosso mesmo, não para os outros.