Thierry Mugler Innocent EdP
Thierry Mugler Innocent é um daqueles perfumes que eu acabo gostando mais na abertura do que ao longo de sua evolução. Sinceramente, a borrifada de-li-ci-o-sa (ei, se não for assim que se divide esta palavra, não tirem minha ilusão, por favor). De Innocent é como se você mordesse um daqueles pralines com recheio líquido e hummm meus bons deuses! A água na boca é inevitável.
Claro que Innocent é a irmãzinha de Angel (que eu sempre esqueço de resenhar): para quem uqer aproveitar só o lado doce e puro gourmant da estrela azul. O caramelo, as deliciosas amêndoas moídas, chocolate, tudo enrolando na língua instigados pela abertura mega cítrica de mandarina e bergamota (que a combinação que eu gostei muito_ bergamota e chocolate-caramelo). Uma nuance de groselha atinge seu olfato e “acalma” os sentidos para o mergulho na doçura gourmant do perfume. Sim, Innocent é mais doce que Angel, não há o patchouli que muita gente acha exagerado no clássico de Thierry Mugler. Aqui, falamos de âmbar, musks brancos e essência de praline.
Bom. Assim evolui o perfume.
Innocent tem uma projeção muito boa e uma fixação bem menor do que eu imaginava e, após sua primeira meia hora inebriante, a fragrância para mim perde o encanto (ou a vibrante “inocência” e recai para uma fórmula segura e muitas vezes repetida. Mas claro, sendo um perfume criado em 1998, por Laurent Bruyere, não é de se estranhar que tenha ficado meio batido de lá pra cá.
Continua feminino, continua sendo um perfume de alta qualidade e não é dinheiro jogado fora, mas perdeu muito do exotismo de sua entrada triunfal e vigorosa. Então ele se torna denso, almiscarado, e sim, você ainda continua sentindo a praline maravilhosa.
Na verdade, ele segue linear, agradável, bem perceptível mas não intrusivo, seguro (para quem gosta de doces, claro) e é até charmoso. Innocent tem tudo o que eu gosto num perfume, mas ele é mais que inocente… ele é ingênuo.
Não o recomendaria para o dia a dia, e sim para ocasiões especiais; e ele definitivamente combina com mulheres mais jovens.



















Vanessa Anjos edita o PnP há 3 anos. Colecionadora de perfumes e diletante convicta em várias áreas, adora escrever e Internet, design gráfico Tabajara, fashionismo teórico (ela inventou o termo) e tem um monte de esboços sobre muitos projetos, que nunca são levados a cabo porque está sempre ocupada tentando mudar o mundo através da resistência passiva e um biquinho charmoso.

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