Avon Eternal Magic
Continuo admirando a popular marca Avon por suas últimas criações no setor de perfumaria. Coma chegada da Avon International Fragrances a empresa deu um salto qualitativo, e vem sempre inovando sem perder o foco na mulher real.
O primeiro perfume da linha de fragrâncias internacionais da Avon a ser lançado este ano, aposta que a feminilidade é o principal elemento da sedução. Eternal Magic nos convida a sermos clássicas, atemporais, diáfanas. E nada como um perfume floral almiscarado, com base na sedutora rosa de Mônaco, para criar o clima perfeito para esta mulher sedutora. A rara Rosa Princesa de Mônaco, recebeu este nome em homenagem à princesa Grace Kelly. Esta espécie de rosa foi desenvolvida no famoso Princess Grace Rose Garden de Fontvieille, em Monaco.
A primeira impressão sobre Eternal Magic é um sopro de rosas que tem algo de noturno e delicado, realmente bem combinadas com violetas para trazer uma brisa ligeiramente vintage e romântica. No primeiro momento, aliás, as violetas são mais presentes, abrindo espaço aos poucos para a cremosidade da baunilha e do almíscar. A justaposição destes aromas cria algo intrigante e ao mesmo tempo, acolhedor. Eu achei interessante porque o tempo todo se tem a impressão de uma presença feminina e quente numa noite fresca e orvalhada.
Portanto, meninos e meninas, Eternal Magic consegue manter este apelo romântico e atemporal de seu conceito extremamente bem. Eternal Magic tem uma composição simples e harmônica, e creio que bastante indicada para a noite.
O frasco acompanha o conceito, é extremamente feminino e romântico, com uma semi-tampa em formato de anel que lembra os volteios de uma echarpe (ou é coisa da minha cabeça?)
Claro, nós estamos falando de um Desodorante Colônia, então não esperem séculos de duração. Dependendo da sua pele, cerca de cinco horas, e claro, é só reaplicar.
Conforme o release, “a fragrância foi desenvolvida pela perfumista americana Ellen Molner, da Casa de Fragrâncias Givaudan. Eternal Magic revela em suas notas de saída o caráter fascinante e sedutor da Violeta, tocada pelo frescor delicado da Bergamota Siciliana e da Pimenta Rosa. Em seu corpo, uma atraente mistura da Rosa Princesa de Mônaco, envolvida pelo esplendor da flor de Orris e das folhas de Magnólia, um verdadeiro convite à feminilidade. No fundo, o calor e a cremosidade da Baunilha, junto com as Madeiras Transparentes e o acorde Fluffy Clouds (nuvens fofas), revelam todo o esplendor da mulher e do perfume, criando uma aura de magia duradoura, que será sentida pelos lugares por onde essa mulher passar.”
Como você pode conferir aqui, a modelo Ana Beatriz Barros foi a escolhida para representar o perfume na campanha.
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Se você gosta do Hypnôse, vai gostar de Eternal Magic porque seguem a mesma linha.
Acho que não custa falar que você pode adquiri esta belezinha com sua amiga fiel, a revendora Avon, e Eternal Magic vem com 75ml (perfume pra dedéu, como diria Bart Simpson). E custa R$59,00, bagatela! Você pode conferir também na Loja Virtual do site www.avon.com.br.
Givenchy Absolutely Irrésistible Eau de Parfum
A cor vermelha te atrai? A mim, sim. Sedução, glamour, frutas apetitosas e suculentas…É isto que o vermelho representa e Very Irrésistible transmite num primeiro olhar.
Seu frasco assimétrico, alto, carmim e adornado por tiras de metal prismáticas.
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A cara do perfume é Liv Tyler, que anos mais cedo emprestou sua beleza para o jovial Very Irresistible. Aqui, ela está mais adulta, mais sedutora. E nos apresenta um floral com abertura frutal, a típico perfume da década.
Jasmim e frutas vermelhas.
É interessante como temos em Absolutely Irrésistible, criado em 2008, um perfume absolutamente (trocadilho não intencional) comercial.
A mandarina e as frutas vermelhas chamam a atenção para as notas iniciais, e é o mesmo que você sente quando entra nas lojas de perfume hoje em dia. Aquele aroma indefinido e adocicado frutal, agradável mas comum, dos perfumes mais vendidos na atualidade.Depois, passamos para o velho e bom jasmim, numa transição previsível e bem sucedida, acompanhando a flor de laranjeira e o heliotropio. Que confere ao perfume sua força doce e intoxicante. Mas então Absolutely Irrésistible fica somente nisso. As notas finais são patchouli, âmbar e cedro, sem surpresa, apenas para encorpar o perfume.
Um perfume da década, seguro, feminino, doce e, para mim, com cara de mulher de trinta.
Quero dizer que é ruim? Não. Quero dizer que não é surpreendente e você pode correr o risco de encontrar mais dez na balada usando a mesma fragrância que você. Ou ao menos, alguma fragrância similar.
Então temos mais um perfume para aquela prateleira de perfumes comuns. Perfumes que passaram por uma pesquisa de mercado (não me compreendam mal, a maioria passa, a questão que fica para outra hora é: até que ponto deve-se confiar numa pesquisa de mercado para fazer um perfume ser um sucesso? Nem chegou a ser o caso de Absolutely Irrésistible. Se Thierry Mugler e Calvin Klein, só pra citar alguns exemplos da década de 90, não tivessem ousado criar algo diferente do que estava sendo vendido, teríamos alguns dos perfumes mais icônicos da nossa geração?). Perfumes para a unanimidade são bons perfumes, mas, serão ótimos perfumes? Serão os perfumes para quem quer ser Absolutamente Irresistivel? Se este perfume fosse, a maioria das mulheres seria absolutamente irresistivel, já que a pesquisa de mercado pensou que elas gostariam deste perfume, não acha?
Então, se você comprou a ideia do perfume, este não é o perfume certo pra você.
Rápida: Halle Berry lança Halle Pure Orchid
Halle Berry nos traz sua segunda fragrância, Pure Orchid, uma versão mais voluptuosa, e talvez, mais noturna, para seu perfume de estréia. As notas de destaque são a flor de cactus, juntamente do limão siciliano, a orquídea, frutas vermelhas e anis; além de madeiras nobres, como a sequoia, junto ao patchouli e à fava tonka. O perfume floral foi criado por Rodrigo Flores-Roux e Christophe Raynaud e assim que trouxerem para o Brasil (importadoras, cadê o primeiro da Halle, pelo menos?) a gente comenta por aqui.
Avon Modern Vintage: 50’s Glam e 60’s Mod
Todo mundo sabe que a Avon International tem lançado, a cada ano, perfumes glamurosos e com uma qualidade cada vez melhor, exatamente para conquistar aquele público fiel que adora um catalogo da Avon no horário do trabalho (eu!) e ainda quer se sentir conectado com o que há de mais moderno na perfumaria. Então, temos celebridades assinando perfumes bem legais (como o In Bloom, que eu amei, o Signature, também, entre outros), e gente da alta costura trabalhando em parceira para criar perfumes conceituais incríveis ( como os Christian Lacroix e Ungaro, já lançados aqui no Brasil); e além disso, conceitos interessantes e sedutores.
Como os perfumes “gêmeos” Modern Vintage, que eu conheci hoje.
O movimento vintage está mais do que presente atualmente, em diversos setores, mas se destaca principalmente no universo da beleza e da moda. Ser vintage não é simplesmente sair por aí usando roupas velhas ou se maquinado como a sua tia se maquiava; é fazer uma releitura moderna de clássicos de décadas passadas. adaptando-se ao seu estilo e ao que é confortável e usável hoje.
Pelo visto, o movimento vintage inspirou a Avon a criar a coleção de fragrâncias femininas Modern Vintage, que remetem aos fatos marcantes, estilos e personalidades das décadas de 1950 e 1960, sem deixar de lado as tendências atuais da perfumaria. Senão, eu não compraria um perfume novo, eu usaria um antigo, não é mesmo( Este mix é que é vintage, usar perfumes antigos é gostar do que é clássico)?
“Criamos esses perfumes para mulheres de todas as idades. Determinadas, elas valorizam seu próprio estilo, imprimem sua personalidade, mesclando o passado e o contemporâneo de forma única e autêntica. Os lançamentos unem moda e perfume, duas paixões do universo feminino, capazes de evidenciar as características e influência das mulheres no decorrer dos tempos”, explica Elisabete Rodrigues, gerente da categoria de Perfumaria da Avon.
As fragrâncias:
O perfume Modern Vintage 50’s Glam, desenvolvido pelos perfumistas da casa de fragrância Firmenich, resgata a moda das peças com cinturas bem marcadas e femininas, das calças cigarrette e saias godê, referência da década de 1950, que contou com as atrizes Sofia Lauren, Audrey Hepburn e Marilyn Monroe como ícones de estilo. Glamour, feminilidade e elegância são as palavras que ajudam a traduzir o conceito dessa fragrância, um floral verde que combina notas de saída frutais, representadas pelo caqui, maçã, clementine com o toque da hera dourada. No corpo, acordes florais de madressilva, gardênia e rosa, se misturam harmoniosamente às notas de fundo de vetiver, musgo e musk.
isto é o que o release diz; já a Srta Anjos diz: Amei ( minha modernosa mamãezinha, que detesta perfumes atalcados e adora perfume de celebridade, confiscou imediatamente o frasco)! A gardenia e a maçã são sentidos imediatamente, abrindo espaço para a rosa e a madressilva. Entretanto, não é atalcado, muito pelo contrário, aos poucos as notas verdes vão dando leveza e o vetiver brilha. Extremamente romântico.
Ousado, expressivo e levemente sexy, assim é o perfume Modern Vintage 60’s Mod, criado pelos perfumistas da casa de fragrâncias Givaudan. Ele remete à liberdade, rebeldia e independência femininas da década de 1960, período marcado pela inclusão definitiva da minissaia no guarda-roupa da mulher, pelas roupas metálicas e estampas psicodélicas, por Twiggy, Jacqueline Kennedy e Brigitte Bardot. Modern Vintage 60’s Mod é um Amadeirado Fresco, que na saída traz uma combinação de pimenta negra, sorbet de frutas vermelhas, ameixa preta e cacau. O corpo da fragrância revela as pétalas de freesia, folhas de violeta e madeira orris. Na saída, madeiras cashmere, patchouli branco e musks sensuais marcam a fragrância.
A pimeta e o sorbet marcam bem a saída, deixando aos poucos a ameixa preta e o cacau transparecerem, e sim, eles transparecem. estes dias eu estava mesmo pensando em como seria um perfume com uma nota forte de ameixa preta, entretanto não muito adocicado.. Agora já sei! E eu gostei. A frésia sempre deixa um perfume legal e leve, mas o corpo une ameixa ao orris e notas intrigantes de violeta, resultando num perfume leve e alto astral, e ainda assim, vintage até a alma.
Lançadas em edição limitada, as novas fragrâncias Avon Modern Vintage 50’s Glam e 60’s Mod são apresentadas em frascos de vidro (50ml) com design clean, adesivados com ícones gráficos que lembram as estampas têxteis utilizadas nas respectivas décadas. E caramba, eles escolheram mesmo um visual que remete exatamente ao mais significativo de cada década.
A fixação das fragrâncias foi algo entre 4 a 5 horas, e não esqueça: no verão, não coloque muito perfume; reaplique mais vezes.
Você já sabe, se gostou da ideia de dar um aroma ao seu lado vintage, procure a moça do Avon (conhecida também como revendedora). Ou dê uma olhada no site da marca. Aliás, olha só o preço: 40 reais cada (quarentinha!)
Resumindo: Amei o 50’s Glam, ele é muito romântico. O “ameixado” 60’s Mod é um must, dia a dia e sexy, natural.
Obrigada Avon por dividir a informação e o perfume com a gente.
Jennifer Lopez Deseo for Woman EDP.
Deseo foi criado por Ellen A. Molner e Jim Krivda da Coty, juntamente com as opiniões pessoais de jennifer Lopez, em 2008. Segundo o release, teria sido inspirado por um passeio noturno no extenso jardim da celebridade, sob a ameaça de uma tempestade. Juntamente com o Gap Original, Deseo é a minha escolha para o verão 2010.
Simplesmente porque Deseo não é sufocante. Gosto das facetas de Deseo, amo seu lindo frasco (ele é muito mais bonito pessoalmente, acreditem-me) em forma de pedra, amo seu tom aquático e amo sua mistura gourmand e floral perfeita para uma noite brasileira.
A vendedora me disse que tinha cheiro de coco e eu fiquei imaginando se ela era louca. Só fui sentir isso depois que saí do shopping. Não exatamente um cheiro de água de coco ou cheiro de iogurte de coco ou Banana Boat, mas cheiro de coco ralado. Coco ralado açucarado.
Nas notas de coração, bem depois da sua saída fresca e cítrica, com a laranja amarga (yuzu) e as suaves notas de bambu verde e frésia, lá vem o coco ralado. As notas verdes desta fase são o suficiente para você saber que não vai se sentir derretida no verão, embora tenham uma doçura interessante e muito “terra”, chuva, que faz de Deseo um perfume interessante. Aliás, quando eu li sobre notas minerais, também fiquei duvidosa; mas lá estão elas; algo que faz com que você sinta-se em contato com a terra úmida. Isso me faz feliz num dia de calor. Não sei exatamente o porque disso, mas Deseo me conquistou. Faz um ano que eu ensaio gostar dele o suficiente para comprar, e foi desta vez. Quando as notas florais do jasmim, gerânio, acácia e flor de laranjeira começam a aquecer em sua pele, e ao mesmo tempo este cheiro de coco ralado começa a exalar, tem um nítido momento em que Deseo lembra um doce, um bolo de coco, yummy, e isto não é dito do modo pejorativo.
Na verdade, é delicado o suficiente e atrativo, por outro lado. As nuances amadeiradas são fortes e mantém o perfume fresco mesmo no final, quando poderia descambar para uma baunilha grosseira e apelativa. Aliás, Deseo tem uma duração ótima para um perfume de celebridade, mantendo-se fresco o tempo todo Não vou dizer que é o melhor perfume que eu já senti, mas entre ele e muitos outros bem mais caros, Deseo teve seu apelo. E o melhor, fez sucesso no natal. Sexy na medida!
Escrevi o post pela manhã e deixei para postar a noite depois que encontrasse imagens do perfume, então tenho um testemunho importante para dar sobre o perfume.
Estava usando Deseo desde 7 e tomei uma tremenda chuva de verão no meio da rua, hoje à tarde. Imediatamente eu senti o perfume “renascer”, forte e fresco, o geranio, yuzu e o coco rescendendo na pele molhada. Fiquei esperando um pouco debaixo da marquis e uma senhora perto de mim perguntou qual era o meu perfume, pois era “muito bom!’. Valeu meu dia e eu adorei Deseo.
lançamento: Beyonce Heat
Feliz ANo Novo!
Acho que todo mundo me perdoa por ter cerca de 10 novos perfumes (ueba) e ter passado direto pelas festividades sem comentar unzinho que fosse. Mas Eu, você e todo mundo estavamos pretendendo festejar e correndo atrás (eu espero).
Então, depois que todo mundo já falou, só vou deixar aqui uma rapidinha para esquentar os motores:
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Beyonce, diva absoluta, não poderia ficar de fora depois que estrelou campanha para eprfume alheio (Armani Diamonds). Tava na hora da moça de All Single Ladies mandar ver no seu primeiro perfme de celeb, e está chegando. A peça publicitária faz você ficar com agua na boca, e Heat, que é mais uma sacada da Coty, começa a ser distribuído primeiro nos EUA, claro.
Notas: Na entrada, a essência tem notas de orquídea vermelha, magnólia, néroli e pêssego; no coração, há néctar de madressilva, amêndoa e almíscar cremoso; e as notas de fundo são de sequoia, fava tonka e âmbar. A Givaudan, através de Claude Dir e Olivier Gillotin, são os responsáveis pelo aroma de Heat.
Já consigo imaginar um perfume sensual, doce e quente. O nome tem tudo a ver, a embalagem é linda e Beyonce cantando Fever é um sucesso.
Kenzo Jungle L’Elephant
Eu estava devendo esta review faz um tempinho, sobre este perfume sensacional e marcante que Dominique Ropion fez questão de nos apresentar em 1996, através da coleção Kenzo Jungle.
Claro, Kenzo Jungle é um conceito antes de tudo, e como diz o nome, Bem vindo à selva, baby!
L’Elephant, antes de mais nada, fala ao corpo como uma floresta indiana repleta de mangas, de seringueiras e das mais ricas e exóticas especiarias. Pode-se dizer que a criação deste perfume apaixonante (si, porque ele causa reações apaixonadas nas pessoas: ou elas amam, ou odeiam!).
Além da fixação extraordinária, causada pela combinação fatal de especiarias com poderosas doses de âmbar e baunilha, L’Elephant é um perfume sexual (isto é, bem mais que sensual), quente, vibrante e tantálico. Isso deve mexer com a cabeça das pessoas, creio.
A abertura do perfume é resinosa graças a presença de cravo da índia, mandarina e cardamomo, além do cominho. Não bastasse isto, entra em cena a manga, que permeia toda a fragrância. Para mim sua presença madura, suculenta e cremosa é permanente e luxuriante. Em companhia destas especiarias, é praticamente um mango chutney! Mas a surpresa aqui talvez seja a presença do alcaçuz, uma nota excitante como a chuva fria que combina perfeitamente com odores quentes. Como se você colocasse uma bola de sorvete ao lado do seu mango chutney!
Não estou certa quanto à presença da canela, mas em algum momento consigo perceber um odor cálido acompanhando esta cremosa experiência olfativa. As flores transparecem com a força do ylang ylang e do heliotrópio, duas flores sensualíssimas e poderosas.
Para mim, L’Elephant tem um apelo tropical exuberante bem longe dos florais frutais. É uma face da selva, doce e de passar a língua pela pele, naquela noite infernalmente quente. Algo um tanto gourmant, terroso, primitivo. Para mulheres extremamente seguras do que estão fazendo.
Bom, claro que você provavelmente não vai querer isto todos os dias da sua vida. E nem preciso dizer, os perfumes Kenzo Jungle não são para tomar banho, ou você corre o sério risco de incomodar. Uma gotinha basta para que você aproveite bem melhor o perfume e o poder de sensualidade dele. Do contrário, vai mesmo é afastar as pessoas.
A propósito, Kenzo Jungle é o nome da primeira boutique de Kenzo em Paris e o elefante é seu amuleto da sorte. O frasco é de uma elegancia e sofisticação ímpar.
Eta pertume poderoso!
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Hugo Boss Orange for Woman
Bom, confesso que não tinha me interessado muito pelo conceito do perfume, e demorei bastante para querer experimentá-lo. Mas enfim chegou a oportunidade e, por sorte, foi uma surpresa agradável.
Primeiro que eu não tinha gostado do frasco. Apesar de ter lido no Um dia, uma Embalagem, que o perfume foi concebido para representar os 7 chakras do corpo, alinhados como jóias dentro de um retângulo, sei lá, achei modernoso e antipático. Coisas da Srta Anjos.
Já o perfume em si, eu tinha uma impressão de um floral frutal sem personalidade. Não é bem assim, Orange com certeza vai agradar muita gente mas carece daquela força; meio popular talvez.
A nota inicial, de maçã, foi com certeza o motivo pelo qual eu pensei que talvez Boss Orange pudesse ter um algo a mais e me convencer a adquiri-lo para o verão. è uma nota suculenta, impregnada de pessego e baunilha. As notas florais chegam mas não ameaçam o domínio do pessego. São notas de flor de laranjeira e provavelmente, jasmim. A combinação é adocicada por uma nota de baunilha domesticada, sem exageros, proporcionando um perfume que se torna agradável quando se assenta na pele, embora eu tenha achado que parecia que eu tinha derramado Tang na roupa. As notas amadeiradas estão lá, ok, sem muita personalidade no entanto. Fixação fica devendo, Enfim, um perfume de momento, moderninho e com cara de loja de departamento; agradável porém sem nenhum borogodó.
Só posso dizer que é bem a carinha da mocinha (Sienna Miller) que protagoniza a campanha. Senhorita pastel. Entre ele e Givenchy Ange ou Demon Le Secret, fico em dúvida de qual mais gosto ( ou menos gosto).
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Gap Individuals: the Natural e the Original
A linha de eau de toilettes Gap Individuals tem um apelo unissex e posso dizer que me surpreendeu de uma boa maneira. Adquiri recentemente dois perfumes da linha (na verdade, frascos de 100ml de eau de toilette).
primeiro “the Natural”, que como diz no proprio frasco:
1. um individuo que apenas é.2. Uma pessoa com talento nato. 3. Alguém confortável consigo mesmo. 4. Aquele que e genuíno.
Vai dizer que não pensou: sou eu? ahn?
Certeza de que sim. the Natural é uma fragrância predominantemente cítrica, com forte predominancia do limão e da bergamota, complementado por um menta. Tudo isso para abrir a fragrância de uma maneira seca, picante, adstringente e para muitos, extremamente masculina. Entretanto, na sequência, as notas de coração contam com o petitgrain e a uva (nitidamente uma uva verde, bem marcante nesta fase do perfume). Exatamente neste ponto, o perfume perde sua acentuada queda para um perfume aromático masculino e torna-se um eficiente aroma refrescante e limpo. Graças ao petitgrain e as notas cítricas, claro. Ainda sem nenhum traço de doçura. Note bem, quem aprecia perfumes doces com certeza vai odiar the Natural, porque ele é a antitese disso. Ele é seco e vai vestir sua pele sem deixar muito espaço para a imaginação. É extremamente refrescante e sutil, ao mesmo tempo. O jasmim e as madeiras complementam o perfume, que tem uma incrível duração para uma fragrância discreta.
the Original, cuja definição é
1.um indivíduo que forja seu próprio caminho. 2. Um pensador independente. 3.Uma pessoa que age de maneira nova. 4.Aquele que não segue a multidão.
Apresenta em sua composição, com uma abertura baseada em Uva, Couro Preto, Cardamomo, Ameixas e Figo verde. Aqui também a uva é verde, as notas de ameixa e figo coordenam-se com a nota de couro que pelo menos para mim, foi sentida quase como se eu tivesse colocando uma jaqueta de couro no corpo. O aroma apenas levemente adocidado da fragrância ainda assim parece refrescantes e intimista. Não há nada de opressivo neste perfume,que com certeza é indicado para pessoas que reklmente são originais. As demais notas do perfume são:
Notas de coração: Flores de Violeta e Jasmim.
Notas de fundo: Tabaco Amadeirado, Madeira de Cedro, Madeira de Sândalo, Madeira de Âmbar, Baunilha Cremosa e Casca de Almíscar.
As notas de fundo, aliás, são extremamente sensuais.
Embora the Natural não tenha feito minha cabeça, pois realmente o identifiquei com um lado masculino muito mais masculino que o meu conceito de unissex pode suportar, The Original (como eu já suspeitava) teve para mim o apelo sexy e minimalista de um ótimo perfume para o verão.
A perfumista responsável pelos perfumes GAP é Marypierre Julien. Complementam a coleção de Originals the Lover e the Artist.
Ana, por Ana Hickmann, já a venda
Demorou um pouco, mas finalmente descobri as notas do primeiro perfume assinado pela modelo/apresentadora Ana Hickmann.
A fragrância, na versão EDT, foi desenvolvida pela perfumista francesa Marion Costero, da IFF, e a marca Ana Hickmann Perfumes é uma parceria da modelo com a Passion Perfumes, que a comercializa. A Eau de Toilette é frutal floral, e o preço gira em torno de 60 reais. A nota predominante é a da orquidea, que segundo Ana Hickmann, é sua flor preferida.
Notas de Saída: Bergamota, Limão, Verbena.
Notas de Corpo: Orquídea, Framboesa, Violeta.
Notas de Fundo: Vanilla, Cedro, White Musk.
O frasco é elegante e longo, e acredito eu, remeta à famosa altura da moça (1,90m).
Aqui ninguém liga como foi a festa de lançamento e quem foi ou deixou de ir, eu queremos saber é do perfume!!!
Quem experimentar primeiro, comenta aqui, ok?
Victoria’s Secret Love Rocks
Para os fãs da marca norte americana Vitoria’s Secret, uma ótima notícia: Love Rocks é um EDT charmoso e promete angariar o gosto de mulheres que gostam de flertar com o chic sem abrir mão de um apelo rocker. (more…)
Kate Moss Velvet Hour
Velvet Hour, de Kate Moss é um daqueles perfumes intrigantes que torna uma mulher sensual sem muita pirotecnia olfativa. (more…)
EauMo, Uma fragrância 100% gay
A ideia até tinha sido ventilada por Britney Spears, certa vez.
Por que não um perfume inspirado na porção mais assumida de um homem? Vai dizer que não achou legal?
O EauMo (como pode-se perceber, pronuncia-se O-MO) é destinado a este público, hoje em dia considerado um filão consumista e abonado. Então, a empresa europeia Perfumes Hedoné criou a fragrância. (more…)
Helena Rubinstein Wanted com o toque de Demi Moore
Ninguém pode negar que Demi Moore continua batendo o bolão que eu queria bater com praticamente metade da idade dela. Perfeita para ser a garota propaganda da linha de beleza Helena Rubinstein. Desejada, galomourosa, invejada, casou com um ninfeto maravilhoso e nós, pobres mortais, ficamos só na inveja.
Quem melhor para ser o rosto de Wanted?
A fragrância, que chega na Macys em Novembro, se eu não me engano, é primeiro perfume da marca desde 1985, e será um floral amadeirado com foco na magnolia. Orris, ylang ylang e madeiras expressam sua feminilidade, poder de sedução, atitude e beleza.
O perfume foi criado por Carlos Benaïm e Dominique Ropion, sinal de sofisticação na certa. O frasco, que muda o formato conforme o tamanho ( mas mantém em comum a tampa) foi desenhado por Hervé von der Straeten.
Quando vi a propaganda, pensei: ai eu lá!
[http://www.youtube.com/watch?v=MshWQHXi4VY]
Cacharel Scarlett
Scarlett da Cacharel me atraiu desde o ínicio por sua embalagem sofisticada e delicada (em fotos), que me lembrou uma arte japonesa esculpida em marfim. Eu já sabia que o perfume tinha sido pensado para rivalizar com o legendário Anaïs Anaïs, portanto, conscientemente, esperava que fosse um floral inocente. Mas ao vivo o frasco é um pouco decepcionante e o perfume causou algumas reações controversas quando o usei.
As notas iniciais são frescas e leves, embora nãos ejam aguadas, são realmente leves. Como eu tenho algunss Burberry, até achei bastante parecido com o Brit EDT. As bnotas de chá e pêra em adição a alguns tons cítricos (neste caso não são limões de caipirinha, é algo meio genérico como se você tomasse Schapps Citrus, me entende? Algo entre maçã, tangerina e limão). É bom, mas não é algo que eu esperasse para “Scarlett”. Um perfume que foi inspirado na personagem de E o Vento Levou e na atriz Scarlett Johansson. Só se for Scarlett O’Hara virgem, e olha lá, hehehehe.
É um perfume bem retrô, com florais em madressilva e flor de laranjeira e jasmim, cujo coração da fragrância é sutil e romântico, extremamente floral e talcado. Se não fosse a presença de um almíscar de qualidade, seria um perfume banal. Na verdade, não vi nada de marcante nele, mas alguns caras que trabalham comigo falaram que gostaram do perfume.
Vai entender.
A fixação é boa. Para quem gosta de talcados e perfumes bem comportados.
Mas sinceramente, este não é um perfume “Scarlett. Faltou personalidade.
Cacharel Scarlett foi criado por Olivier Cresp, Alberto Morillas e Honorine Blanc, um trio renomadíssimo. Será que foi uma tentativa da marca em encontrar concorrente para Miss Dior Cherie ( pela propaganda que você pode conferir, parece que foi esta a intenção) Mas se foi, erraram feio. Miss Dior Cherie dá de 10 a zero em Scarlett.
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lançamento: Kate Moss Vintage

Tentando me redimir da ausência, anuncio (também) o lançamento de Vintage, o novo perfume de Kate Moss.
Como o nome sugere, Vintage é inspirado na moda retrô, que segundo a eterna modelo, é a sua cara. Entretanto, um toque de modernidade não poderia deixar de faltar, tratando-se de Kate Moss (e todo mundo sabe que se alguém quer um perfume realmente retro, vai comprar um perfume original daquela época, pode-se encontrar perfues de mais de cem anos de história por aí, não é mesmo?).
Já que estamos falando de uma reinvenção do vintage, podemos descartar as tradicionalíssias presenças da rosa, da lavanda e qualquer coisa que lembre perfuminho da vovó. Kate Mo
ss não quer que ninguém se sinta demodeé, e sim, glamourosa como se participasse do musical Chicago.
Então, este floral oriental segue assim:
As notas iniciais contam com a presença de pimenta rosa, mandarina e frésia, o que sugere uma modernidade. O toque interessante vem com as flores de amêndoas e o heliotrópio, rebuscando o jasmim. Amêndoa é uma de minhas notas preferidas e fico imaginando eu por isto vou gostar de Vintage. Em seguida, o dry down é composto por fava tonka , baunilha e almíscar, o que me deixa com a certa desconfiança de eu este perfume é realmente muito, muito doce.
O pessoal que já correu para as lojas comprar o perfume lá fora assim que saiu também diz que o frasco é maravilhoso. Olivier Polge assina este EDT.
Assim que eu botar as mãos em um frasco destes, eu conto a experiência.
Givenchy Ange ou Demon Le Secret
Review Dedicada à Ana Paula, amiga virtual!
Ange ou Demon Le Secret. Um flanker (nome dado a perfumes que são versões de perfumes de sucesso. Normalmente lançamentos que mantém vínculo com a fórmula da fragrância original). Como lançamento para o inverno europeu, não vejo sentido. A não ser para os aficcionados por notas de chá de jasmim. Como perfume ideal para o verão brasileiro… Pode ser.
Ainda não entendo qual a relação com o Ange ou Demon original, mas vá lá, a Givenchy tem este problema de não saber dar nomes originais a suas criações e a abusar dos flankers. Eu gostei de Le Secret.
As notas cítricas do início me surpreenderam, já que eu esperava algo mais suntuoso. Oras, colocam Uma Thurman naquele comercial e me apresentam um perfume leve, jovial até… Um perfume descompromissado, mas que no fim das contas, dá certo.
Só posso dizer que sua composição super simplista e com chá e limão siciliano na abertura, flanqueado imediatamente pela peônia (eu sempre acho a peônia um flor de odor “ardido” o que aqui é um trunfo). Existe uma presença interessante de alguma fruta vermlha, mas acho que não é groselha… Descubro depois se estou certa ou não. A seguir o jasmim predomina e as madeiras seguram as pontas, sem brilhar, mas sem deixar este floral ficar cansativo. A fixação… Boa para a leveza da fragrância.
Novamente acho que a Givenchy tem lançado perfumes banais, mas pense só: este nome suntuoso “Ange ou Demon Le Secret” merecia uma fragrância bem diferente.
Mas como eu estou procurando uma pedida nova para o verão, gosto de notas de chá, notas de limão e Le Secret tem este “Twist”, é de se pensar…
Bernard Ellena é o criador da fragrância, deste ano.
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Givenchy Ange ou Demon
Por causa do comentário da Ana Paula, eu fui buscar nas reminiscências de minha memória o original Ange ou Demon para comentar na seqüência seu mais novo flanker, Ange ou Demon Le Secret. Mas eu não conseguia me lembrar nada além do fato de eu ter gostado do perfume.
Então fui revisita-lo.
É interessante como Ange ou Demon tem personalidade tendo sido criado num momento em que a Givenchy, criadora do clássico Amarige e de outras delícias, só apareça com perfumecos de apelo quase teen. E normalmente eu reclamo de como alguns frascos não têm nada a ver com a fragrância, e neste caso, têm tudo a ver, sim.
Eu detesto fazer cenários para tentar explicar um perfume para alguém, mas aqui vai. Ange ou Demon me parece perfeitamente gótico. É aveludado, noturno, sexy, poderoso. Se pudesse apagar a imagem da modelo no longo branco de costas nuas, colocaria uma morena de pele pálida e vestido de veludo azul noite. É como se o perfume brincasse com um jardim de flores narcotizantes numa noite de brumas. Talvez aí esteja a razão para o nome da fragrância.
É um perfume invernal, com doses de orquídeas misteriosas e as perigosas flores de ylang ylang e açafrão ( que pode fazer um perfume ser um horror ou um must have por proporções ínfimas); seu aroma gruda na cabeça, e o lírio é presente e bem encorpado, aliás.
O lírio é o símbolo da pureza e o ylang ylang uma flor afrodisíaca. A doçura da fava tonka, e a equilibrada presença do pau rosa apenas complementam o final do perfume, sem, no entanto torná-lo doce demais. O musgo de carvalho, nota densa e instigante, confere ao perfume peso e sofisticação.
Interessante como as flores se mantém frescas olfativamente, numa composição tão opulenta. A duração da fragrância é ótima, doze horas em média.
Jean-Pierre Bethouart e Olivier Cresp criaram Ange ou Demon em 2006.
O frasco traz os tons noturnos de que eu falei, em forma de um prisma facetado e com um belo relevo em formato de um elo, ou pequenas lágrimas. Gótico total.
Idole d’Armani Eau de Parfum
Normalmente a descrição de um perfume é feita para seduzir antes mesmo que se experimente o perfume na pele. Muitas vezes, o conceito é muito bem trabalhado, mas de algum modo, o conceito e si e o que o consumidor final do perfume quer são coisas diferentes. Sensações são assim.
Quando pensei em Idole d’Armani, inspirado em mulheres, divas, enfim, não pensei que o perfume seria como é.
Não que seja um mau perfume.
Posso até dizer que sua elegância olfativa é surpreendente. É feminino e sensual, embora seja, talvez, clássico demais. Calmo demais.
Mas faltou uma seqüência nas deliciosas e sutis notas de entrada. Interessante, pois posso dizer que as notas de entrada realmente me satisfizeram. A entrada conta com notas de tangerina e pêra, em contraponto com gengibre. É refrescante e ardido, provocante e perfeito par ao verão. Pensei comigo: Puxa, aí está um perfume diferente. Sutil, porém excitante.
Enganei-me.
Em seguida, percebe-se o açafrão (para mim, uma nota exótica e meio que amarga, interessantíssima). Mas então rosas e jasmins de monte e nem mesmo o vetiver e o patchouli salvam o perfume da mesmice. Feminino, sem dúvida. Mas que carece de substância. As notas centrais são aborrecidas e o fundo, completamente banal. Fixação fraca e evolução rápida.
Talvez para mulheres clássicas, que gostem de perfumes leves, que não comprometam, seja uma boa pedida.
Armani tem uma coerência nos perfumes que apresenta. Normalmente não são extremamente esfuziantes. Isto faz sentido, afinal das contas. Mas é exatamente por isto que não tem emplacado com nenhum perfume ícone (Talvez Acqua de Gió, nada demais, no entanto). Têm faltado graça e inovação.
Bruno Jovanovich é o criador da fragrância, e o frasco, inspirado no design art decò, foi desenhado pelo próprio Armani.
Burberry Brit Eau de Toilette
Se você pudesse pensar num perfume que mistura uma deliciosa impressão de chá com bastante limão acompanhando aquela Torta Parfait de Amêndoas, num dia perfeito e aconchegante sem compromisso com nada além de ser completamente hedonista, acho que você pensaria em Burberry Brit.
O perfume que foi criado em 2003 pela nez Nathalie Gracia-Cetto para a Burberry, conhecida principalmente pelo padrão xadrez de suas famosas capas de chuva e cachecóis tipicamente ingleses, tem um equilíbrio interessante e ultimamente, difícil de encontrar. A abertura traz notas frescas de limão de caipirinha (a lime), bem nítida e combinada com uma sutilíssima e suavizante nota de pêra. Tem gente que diz não perceber a presença da pêra, mas é porque ela mescla-se com as notas mais cítricas do limão. A amêndoa parece polvilhada de açúcar de confeiteiro, graças a sua combinação com a baunilha bem balanceada. Brit é doce sem ser agressivamente doce. Parece uma sobremesa delicada. A presença da peônia destaca-se por trazer um frescor e um ardido bem característico. No final das contas, a fava tonka é quem domina o cenário, com madeiras consistentes, mas ainda assim, fazendo de Brit um perfume que chega de mansinho, aquece, mantém um gostinho de quero mais, sem, no entanto, ser um arrasa quarteirões.
Pode-se dizer que é um perfume low profile, que vai tirar o máximo de proveito da química com a sua pele. Na minha, fica maravilhoso. Discreto mas persistente; tenho certeza de que muitas pessoas vão reclamar da duração, mas em mim, por exemplo, costuma durar 6 horas aproximadamente. É o perfume para ganhar cheirinho no cangote. Funciona! É quente e confortável, para quem gosta de amêndoas é a pedida.
Eis um perfume interessante para este clima misto de inverno com verão aqui do sul. Doce, porém leve, uma entrada bem refrescante, mas não se deixe enganar!É um perfume que chama bastante atenção e combina com gente de bem com a vida, gente bem humorada e de personalidade. Acho que é bem jovem e despojado, bastante moderno.
E o melhor, tem uma relação custo beneficio interessante, além de não ser muito popular no país.
Atenção, não confunda com o EDP, a embalagem é diferente (embora só a concentração mude).
Fica a dica!
Just Cavalli Pink Roberto Cavalli
É uma grata surpresa experimentar um perfume original e com um custo beneficio tão bom ao mesmo tempo.
Confesso que a impressão que eu tinha era a de um aroma um tanto kitsch. A impressão passa exatamente no momento que você coloca as mãos no frasco. Como outro perfume de Roberto Cavalli (Oro), o acabamento é lindo e exuberante. O frasco tem uma parte feita de acrílico, encaixada sobre o vidro. Entre elas, o cartão Pink com a estampa típica de Cavalli. No vidro, em baixo relevo, um hibisco estampa a parte traseira do frasco. A bomba de spray está engenhosamente embutida entre as peças de acrílico e o vidro. Show!
Eu realmente imaginei que o Just Cavalli Pink seria um Sea and Sun in Cadaqués com notas de lírio. Algo datado, frutal e refrescante. Estava completamente enganada!
O perfume em si, como eu disse, tem predominância floral frutal, mas as notas amadeiradas são eloqüentes. Na verdade, até mais que a deliciosa presença da casca de pêssego, na dose exata para quebrar o gelo. A suavidade cítrica desta nota compõe junto com a exótica nota do hibisco, a entrada triunfal de Just Cavalli Pink. Logo em seguida, uma nuvem acetinada de lírio branco domina os sentidos. Just Cavalli Pink é para alguém como eu, que ama florais. A tiare flower sempre é uma flor perigosa, mas sua combinação com as rosas da Bulgária e o aroma “ardido” da peônia, cria um clima de exuberância floral que fazia tempo, eu não sentia.
Mais que tudo, Just Cavalli Pink é um perfume que diz a que veio. Tem uma forte personalidade. Olivier Cresp, um dos meus perfumistas preferidos desde sempre, criou Just Cavalli Pink em 2006. O perfume, aliás, tem uma contraparte masculina, chamada Just Blue.
Pode ser que a combinação de flores e pêssego crie em você a sensação de que está sentindo o aroma de uma fruta suculenta e misteriosa; aquela que você quase lembra o nome mas… Para alguns, talvez Just Cavalli Pink seja muito forte; acredito mesmo que na dose errada possa causar dor de cabeça. È o efeito típico de perfumes luxuriantes como este.
Com a mistura em sua pele, o perfume torna-se cremoso, rico, doce. E ao mesmo tempo, fresco. As notas de pau-rosa e ambergris em doses massivas criam uma fixação boa e persistente. Além de que o aroma viciante das duas notas se mesclam em perfeita harmonia, sem “azedar o perfume” rápido.
Ainda estou extasiada em ter pago menos de 100 reais por um frasco de 60ml. Vale a pena conhecer!
Sarah Jessica Parker Covet Pure Bloom
There are shoes, and then there are stilettos. There’s jewelry, and then there are diamonds. There are flowers, and then there are lush tropicals. After Covet, Sarah Jessica Parker unveils Covet Pure Bloom. The secret of the scent is a precious flower, the royal indonesian pikake : ‘it’s pure paradise and rare sensuality in bloom’.
Há sapatos, e há os sapatos de salto agulha. Há jóias, e existem diamantes. Existem flores, e existem aromas tropicais luxuriantes. Este é o mote de Covet Pure Bloom, e eu fico impressionada e esperando algo luxuriante e tropical. Não sei que idéia fazem nos EUA de aromas tropicais, mas definitivamente Covet Pure Bloom não tem muito de tropical.
Incrivelmente, este é o primeiro perfume da Carrie (ops, da Sarah Jessica Parker) que eu tenho. Ganhei e posso dizer que não compraria.
Para quem curte doses estonteantes de tuberosa, pode até ser que este floral valha a pena, não me interpretem mal. Eu só achei…um desperdício. Você aprende que a fragrância vai trazer uma combinação de ameixa, água de coco, tuberosa e orris. Mas Fora uma oscilante presença de ameixa, tudo o que se consegue sentir é a tuberosa. Senhores, por Deus! Depois de séculos de perfumaria, como ainda conseguem fazer um perfume tão sem equilíbrio? A tal flor Pikoke, que seria o carro chefe do perfume, fica ofuscada. Ou então, é muito parecida com tuberosa. Nunca vi ou cheirei uma PIkoke, então para mim, ela não está lá.
No inicio, se você for bem rápida, você percebe a presença de outras notas, mas enfim, segundos depois e tudo o que se sente é esta flor de personalidade forte. Então a tuberosa passa imediatamente para sua combinação com o jasmim. O rastro traz sândalo nítido e marcante. Aliás, são dois aromas que se casam bem, mas em minha opinião, faltou algo para trazer algo de graça e leveza ao perfume. Sinceramente, não consigo imaginar SJP usando isto. Eu costumo gostar de florais, e sempre consigo me lembrar de perfumes que utilizam melhor esta dobradinha.
É muito… Branco. É muito noiva. Comportadinho e romântico. Mas ele tem um quê de mulher mais velha. Com certeza, não faria a cabeça de garotinhas, pelo seu aroma exótico e centrado. A fixação é fraca, mas no caso de um perfume com base em tuberosa, eu até agradeço o fato!
Frasco é uma versão ametista do original do Covet, lindo.
O perfume foi criado em 2008 pela Coty
Avon Jet Femme e Jet Homme
A primeira impressão que vem a mente ao borrifar Jet Femme no pulso é de que este cítrico amadeirado tem personalidade. Uma lufada fresca de melancia, grapefruit e goiaba (sim, o frescor da goiaba marga e bem verde é o “it” deste perfume!). A pimenta branca confere força á composição. Jet Femme não é um perfume doce nem comum, principalmente para quem conhece os perfumes Avon. Suavemente a flor de hibisco entra em cena, e o âmbar. O jasmim pode ser percebido e cria uma estrutura intrigante. As madeiras conferem o tom seco e ensolarado do perfume. Sinceramente, achei a criação bem ousada e sofisticada, claro que não poderemos contar com uma excelente fixação, o que é uma pena. Por cinqüenta reais, no lançamento, até que tem um excelente custo beneficio.
Este perfume me remete a um passeio numa tarde ensolarada do verão. É interessante como me relembrou um pouco o Armanimania. Ele é meio viciante também, suave e encorpado ao mesmo tempo. Pode marcar presença, mas com certeza não deve se tornar popular.
Jet Homme sofre do mesmo problema de fixação, mas surpreende por sua personalidade casual e ao mesmo tempo sofisticada. Embora no início o perfume me lembre bastante uma loção pós barba, por causa da combinação de menta e basilicão, com a química da pele se percebe algumas notas florais como o neroli e também notas de figo. Notas de figo ficam muito bem, é um perfume fresco e que combina com verão. Mas diria também que pode ser discreto demais, dependendo do ponto de vista. O fundo amadeirado conta com cedro branco, vetiver e musk.
No final das contas, gostei dos dois e só lamento a fixação que é fraca. Ah, não entendi a proposta dos frascos… Achei o feminino muito masculino e o masculino meio country.
Fast Tube by Casper
Cacharel Loulou
Loulou foi com certeza meu primeiro perfume importado (ganhei a miniatura de uma vizinha espanhola, com outras miniaturas como Anaïs Anaïs, Tzar… se alguém sabe que caixinha de miniaturas é esta, me diga), e eu tinha 12 anos. Bom, eu sou uma senhorita, vocês sabem, mas garanto que foi há um certo tempo atrás…heheheeh.
O que importa é que eu amei o frasco e odiei o perfume! Que interessante, não? Hoje em dia isto se inverteu (o frasco da miniatura era o pequeno com tampa pontiaguda). Mas certo, eu tinha 12 anos, morava num lugar quente para caramba e Loulou era no mínimo, ofensivo para alguém acostumado a viver em temparaturas normalmente acima de 32°.
Vocês sabem, Loulou é doce. Não um doce sobremesa. Ele é uma flor doce. Ou várias.
Loulou é concentrado, i.e., ele é forte. Fixação na pele tão boa ao ponto de quase se tornar incomôda.passar do ponto com ele pode ser fácil demais.
Exótico?
Convenhamos, Loulou é do tipo ame-o ou odeie,é talvez excessivamente anos 80, mas acredito eu que consegue manter-se elegante, e atual. Eu, ao menos, consigo usar Loulou sem me sentir uma pré histórica, coisa que não consigo usando Poison (apesar de gostar pacas dele).
Acho que ele tem um quê de intrinsecamente retrô e pueril, embora ao mesmo tempo adulto e sedutor. O perfume francês por excelência. Talvez por ter sido meu primeiro perfume francês. C’est la vie, o colorido do frasco, o contéudo noturno, pura flor e ameixas pretas….
Todo esse lance com a flor tiare, e sua combinação poderosa com o heliotropo, incenso e outros ingredientes de macumba (estou brincando, claro), são característicos de outros sucesso da época em que foi lançado (como o próprio Poison. As resinas bem colocadas, o neroli bem amalgamado com o anis… Loulou tem sua personalidade.
Acho que posso ficar horas descrevendo o quão intoxicante, cremosa e sedutora se torna a combinação meio vamp-meio lolita, das flores de ylang ylang, tiare, as nuances de violeta, somadas às resinas e às especiarias
Loulou traz um ambiente onírico, além das luzes suaves que, por exemplo, Lolita Lempicka gosta de brincar. É luxo e opulência, é veludo e não seda. É colorido e não pastel.
Eu era uma menininha e não gostei na época, mas hoje sei reconhecer o fascínio que as mulheres encontraram em Loulou e o fizeram tão popular.
Infelizmente, passei a última semana usando meu querido Loulou e não ganhei nenhum elogio masculino sobre ele (”forte”, disse um amigo, ao me abraçar). Mas isso não me inibe.
LouLou é de 1987 e foi criado por Jean Guichard para a Cacharel.
Fast Tube by Casper











































