Bvlgari Extreme pour Homme
Apesar do nome Extreme soar como se estivéssemos prestes a sentir no ar algo como uma baforada de Halls preto, Bvlgari pour Homme Extreme não se parece muito com o original de que empresta o nome. Além da marcante presença da pimenta, não posso dizer que sejam mesmo semelhantes.
O Extreme, para começar, não é tão Extreme assim ( a idéia aqui é dar a idéia de longevidade, e não de potência). Realmente a fragrância tem o que chamamos de boa silagem_ uma fixação excelente. Principalmente para o tipo de aroma a que se propõe, que é muito mais cítrico aromático. Se você gosta de notas de chá (aqui o famoso chá Darjeeling_ nunca vi mais gordo, fazer o quê?!), resinas , especiarias e madeira, provavelmente vai Amar Bvlgari Extreme.
A princípio, as notas de saída dão a impressão que você está abraçada a um homem maravilhoso debaixo do sol claro e suave de uma manhã de primavera. É um aroma límpido, transparente; as folhas frescas e o amargor balsâmico, junto à sutileza do petit grain, parecem nocautear. A surpresa aqui é a efervescência da grapefruit (toranja). Logo em seguida, as especiarias entre os quais minhas preferidas noz moscada e cardamomo, exalam em conjunto com a forte presença da pimenta e algumas madeiras raras (pau rosa, por exemplo, com, seu odor árido e fresco). É um perfume confiante, aparentemente não muito marcante, mas sempre que você chega perto do homem que o está usando, sente aquela “brisinha” fresca, adstringente e romântica. É um perfume sutil, embora na minha opinião, definitivamente masculino. A duração é realmente espetacular.Extreme é herbal, amadeirado, especiado, e bem diferente do convencional.
Achei Bvlgari Extreme com cara de perfume de homem rico. Delicioso e sutil.
Nome: Bvlgari Extreme pour Homme
Marca: Bvlgari
Criado em: 1999
Criador: Jacques Cavallier
- Notas de saída
- Coentro, Lavanda, Galbano, Petitgrain, grapefruit (toranja).
- notas de coração
- Chá verde (darjeeling), Noz moscada, Pinho, Pimenta
- notas de base
- Musgo, Sândalo, Musgo, Cedro.
Animale for men eau de toilette
Atenção: existe outro perfume com o mesmo frasco chamado “Animale Animale”. Não foram criativos nem pensaram em ajudar o consumidor, pelo visto. São perfumes completamente diferentes. Estou falando aqui do Perfume chamado apenas Animale…
Animale for men não é um perfume difícil de encontrar por aqui, e costuma ter um preço bastante razoável. Foi lançado em 1993, e considero seu principal atrativo a combinação interessante de notas florais com um toque terroso e sensual das notas de fundo, couro e musgo, além do vetiver. Sem grandes surpresas, desenvolve-se um pouco talcado, por causa do gerânio e do neroli. O couro sempre traz aquela nuance ligeiramente enfumaçada, muito sexy.
A lavanda é potente, mas não extremamente enjoativa, a fixação é ótima. Mas… é uma fragrância bem anos 90…Fresco, agradável, mas não exatamente um achado. Mesmo assim, creio que agrade bastante, pois conheço muitos caras que usam.
- Notas de saída
- Notas cítricas, Neroli, Frésia.
- notas centrais
- Lavanda, flores do Junípero, Gerânio.
- Notas de fundo
- Vetiver, couro, musgo, baunilha.
Particularmente, sempre achei os frascos e comerciais dos perfumes Animale horripilantes, e isto, mesmo quando eram modernos, no ínicio dos 90. Considerado descontinuado lá fora, eu me pergunto: por que nossas perfumarias estão lotadas com frascos de Animale for Men se ele não é mais fabricado? Alguém está enganado em algum ponto, não acham?
Nome: Animale for men
Marca: Animale
Criado por: Suzanne de Lyon
Criado em: 1993
Azzaro Twin For Men eau de toilette
Como comentei posts atrás, tinha um projeto de comentar alguns masculinos para o Dia dos Pais. Infelizmente, por problemas com o provedor de Internet, tive que adiar a postagem de algumas resenhas (que pomposo, como se eu fosse uma jornalista). Aqui vai mais um: Azzaro Twin for men.
Azzaro Twin for men é a fragrância que,como diz o nome, participa de um dueto conceitual com sua contraparte feminina, coisa que anda muito em voga atualmente no ramo da perfumaria. Não uma versão masculina ou feminina lançada posteriormente a um produto, mas pensadas em uníssono para traduzir esta iddeia de dueto, de casal, de cumplicidade. Aqui no Brasil pode ser que a idéia de partilhar mesmas roupas e mesmos perfumes não tenha pegado, mas lá fora isto é considerado muito romântico.
Casais modernos e unidos dividem, além da escova de dentes, um cheiro parecido, e Twin é mais um duo de fragrâncias para dois.
No caso do perfume masculino da dupla, como parte de um conceito de unidade, não poderia deixar de ser suave, sem toda aquela presença máscula. Mesmo assim, tem uma saída interessante que brinca com o yin do elemi e o yang das frutas vermelhas e cítricos, fazendo um contraponto que me deixou intrigada. Mas Twin for men é principalmente focado mas madeiras e na noz moscada. Nada em doses grandes ou que se destaquem tanto. Um casamento sutil em que pode-se percebe o amargo das amêndoas e um ligeiro frescor da maçã verde, mas que é muito patchouli e noz moscada. Final agradável e relativamente duradouro. Comercial, talvez, mas convincente e não muito comum.
O frasco me lembrou um depilador (ou barbeador) ou uma escultura de mesa, laqueado em negro, moderno e divertido. Como presente é interessante e deve impressionar.
Nome:Twin for men
Marca: Azzaro
Criado em:2008
Criadores: Sidonie Lancesseur, Richard Ibanez e Michel Almairac
· Notas de topo
Bergamota, Mandarina, Elémi (uma resina), frutas vermelhas
· Notas de coração
Maçã verde, noz moscada, Patchouli, amêndoas
· Notas de fundo
Pau rosa, Sândalo, notas ambaradas
o comercial do Duo Azzaro Twin:
Fast Tube by Casper
Azzaro pour Homme
Como comentei posts atrás, tinha um projeto de comentar alguns masculinos para o Dia dos Pais. Infelizmente, por problemas com o provedor de Internet, tive que adiar a postagem de algumas resenhas (que pomposo, como se eu fosse uma jornalista). Aqui vai mais um deles:
Se Azzaro fosse um perfume ruim, não seria o importado masculino mais vendido do Brasil, seria? Anos e anos depois de seu lançamento, este vert ambarado é um clássico indiscútivel por seu corpo aromático equilibrado, coerente, viril.
Por que os homens gostam de Azzaro?
Provavelmente porque é um perfume muito muito natural, não invasivo, muito terra, verde, musgo, floresta, força, confiança…coisas com as quais os homens gostam de se identificar. Realmente, sendo um perfume discreto, seco sem ser ardido e apenas ligeiramente amargo (não, eu não bebi o vidro de Azzaro), ele tem uma atração animálica devido à forte presença do almiscar. Nada mais másculo. Um pouco mais de musgo e vetiver e pareceria Pinho Sol; um pouco mais de lavanda e seria banal. A especiaria aqui não pesa e o patchouli eo vetiver fazem toda a diferença. Mas claro, há homens e homens e com certeza Azzaro não deve agradar a todos eles (ou às namoradas e esposas deles).
De ínicio, o cheiro de alfazema e ervas dá a impressão de que teremos um perfume banal. Vale lembrar que Azzaro foi lançado em 1978 e de lá para cá muitos sucessores e cópia descaradas apareceram. Na minha opinião, o Próprio Azzaro lembra demais o Paco Rabanne for men, apenas mais “seco”. Logo depois o vetiver, sândalo e patchouli, além do cardamomo, dão o peso, mantendo incrivelmente uma transparência sensual. Aí é que entra a pele do homem, fazendo toda a diferença. Eu particularmente sinto muito distintamente o cardamomo e o couro dentre as madeiras, e gosto muito.
Considero Azzaro Pour Homme atemporal e elegante.
Nome: Azzaro pour Homme
Marca: azzaro
Criadores: Gerard Anthony, Martin Heiddenreich e Richard Wirtz
Criado em: 1978
Fava Tonka (Série: Aromas)
Fava Tonka ou cumaru (Espécie: Dipteryx odorata também conhecida por Coumarouna odorata), é oriunda da árvore cumaru, espécie tropical de grandes dimensões, comum principalmente na floresta amazônica. Seu fruto é colhido no chão da floresta, e de cada fruto, uma semente é retirada. Estamos então diante da fava tonka
A fava tonka tem uns 5 cm de comprimento, sendo lisa, dura e de cor roxo-escura, quando madura. Através da trituração ou de processos químicos. De acordo com o Accademia del Profumo, hoje em dia a Venezuela, o Brasil e a Guina Francesa são os principais produtores mundiais. Citam também que As favas de cumaru podem ser imersas em rum ou cachaça para macerar e depois de secas, se obtém cristais brancos que a recobrem. É destes cristais que o óleo essencial é obtido.
Muito conheciad apor suas propriedades medicinais, entretanto o principal valor da semente de cumaru se deve à presença em alta concentração de cumarina ou coumarin, cujas propriedades anticoagulantes, limitam a sua dosagem (tal como outras especiarias que devido a certos componentes, têm de ser utilizadas em pequenas quantidades, como a noz moscada, no uso alimentício.
Seus aromas pungentes a amêndoa amarga, caramelo, baunilha, canela e cravinho, fazem dela uma especiaria única. A fava tonka foi por muito tempo utilizada para aromatizar o tabaco, sendo que agora seu principal uso é na perfumaria. É responsável por um aroma a grosso modo similar ao da baunilha, porém um pouco mais suave e especiado.
Alecrim (Série: Aromas)
Devido ao seu aroma característico, os romanos designavam-no como rosmarinus, que em latim significa orvalho do mar, (aparentemente porque era mais encontrada próximo ao mar); seu nome cientifico é rosmarinus officinalis. É comumente confundido com o rosmaninho, mas trata-se de duas espécies distintas.
Toda a planta exala um aroma forte e agradável, canforado, herbal e picante, bem adstringente e fragrante. Comumente utilizada com fins culinários, medicinais, religiosos, a sua essência também é utilizada em perfumaria, como por exemplo, na produção de fragrâncias masculinas principalmente, pois contém tanino, óleo essencial, pinemo, cânfora e outros princípios ativos que lhe conferem propriedades excitantes, tônicas e estimulantes.
O alecrim é conhecido por trazer benefícios à memoria, sendo tambem um simbolo da lembrança. Em Hamlet, de Shakespeare , a personagem Ofélia diz “there’s rosemary, that’s for remembrance.” (Hamlet, IV). Este fato foi comprovado por estudos recentes.
Na Europa, tradicionalmente acreditava-se que o alecrim trazia felicidade no casamento e no amor. E também que afastava bruxas.
Este arbusto é amplamente difundido no mundo todo, e tem origem no mediterrâneo.
Galbanum (Série: Aromas)
Gálbano, ou galbanum é uma resina advinda de uma espécie conhecida cientificamente como ferula gummosa, syn. Galbaniflua e ferula rubricaulis; a mesma família do funcho. É originaria da Pérsia. A árvore, que costuma crescer em terrenos áridos e montanhosos, produz espontaneamente uma secreção leitosa que, ao secar, torna-se uma borracha amarelada. Esta secreção costuma ter um aroma almiscarado, amargo e peculiar.
Este é o gálbano.
Era usado pelos egípcios para como cosmético, e incenso, além de ter fins religiosos. Também é citado na bíblia como sendo parte do incenso sagrado utilizado no templo.
Era conhecido na antiguidade pelo seu poder de manter insetos e serpentes afastados, quando usado em forma de incenso. Acreditava-se também que possuísse poderes narcóticos e analgésicos. Muitos povos acreditavam nas suas propriedades mágicas contra espíritos maliciosos.
Já na perfumaria, seu aroma resinoso, balsâmico, acre, forte e acentuado ( lembra um pouco maçã verde), costuma ser utilizado em perfumes aromáticos e orientais. Tem a propriedade de destacar as substancias coadjuvantes da fragrância. Seu óleo essencial é obtido através da destilação a vapor, normalmente.
Noz Moscada (Série: Aromas)
Noz Moscada e macis
o termo moscada refere-se ao aroma obtido, desde a antiguidade, do almíscar (musk deer). Moscada é o equivalente de musky, assim como julgaram os holandeses ao nomear para o ocidente esta semente.
Pois apesar de ser tratada como uma castanha, ou noz, esta especiaria trata-se na realidade de uma semente.
Dizem que nas Ilhas Moluccas, de onde é originária os pássaros às vezes se inebriam com o aroma forte do macis e das moscadeiras, arvore de porte alto e extremamente perfumada. Inclusive, a noz moscada, em grandes quantidades (acima de meia noz, por exemplo), provoca delírios.
Suas folhas são parecidas com as do louro, e suas flores têm a forma de sino. Seus frutos, semelhantes ao damasco, mas da cor do limão, quando amadurecem se desintegram, revelando uma cobertura carmesim, que envolve uma única semente de coloração castanha, a qual depois de seca ao sol, a fruta enfim parte-se para revelar aquilo em que se constitui a noz-moscada.
Foram os árabes que popularizaram seu uso no ocidente. Trazidas das Moluccas, na Indonésia , para a Índia, foi assim que os árabes tomaram contato com a especiaria pela primeira vez.
A membrana laranja-avermelhada que cobre a casca da noz-moscada é chamada macis. Ao secar adquire a aparência mais âmbar. O aroma e sabor são mais acentuados e duradouros que o da noz.
O aroma tanto da noz moscado quanto do macis, e seu aroma, lembra uma mistura de pimenta-do-reino com canela), porém mais sutil, resinoso e aromático; por ser levemente adstringente, se é muito utilizado para aromatizar e temperar pratos salgados; na perfumaria, costuma aparecer em fragrâncias masculinas.
O óleo essencial é obtido através da destilação a vapor de nozes moscadas moídas; este processo é extremamente tóxico, não sendo aconselhado que seja feito domesticamente. Este óleo, de cor ligeiramente amarelada ou inexistente, tem largo uso na indústria farmacêutica e perfumística.
Limão (Série: Aromas)
Caso você esteja e perguntando sobre qual limão eu estou falando, neste caso é melhor desambiguarmos:
Existe uma certa confusão generalizada no Brasil sobre o que é realmente limão, então vou me basear no inglês para explicar um pouco a diferença entre “os limões:
lemon = limão siciliano = citrus limon
lime = persian lime = limão = limão taiti = citrus latifólia (este é o limão mais usado no Brasil).
Este é o aromático limao de caipirinha.
key lime = limão galego = citrus aurantifolia. Também usado na caipirinha.
sweet lime = lima-da-pérsia = citrus limetta. Consta aqui só para esclarecer, pois seu aroma e gosto menos acidos fazem dela a clássica lima como a conhecemos no Brasil.
e tem também o limão rosa (Citrus aurantium var. myrtifolia), embora eu não tenha encontrado nome para ele em inglês. Abaixo uma imagem.
(Lembrando que no Perfume da Pele, sempre que possível, vou especificar de qual limão estou falando, ok?)
É originário da região sudeste da Ásia. Trazido da Pérsia pelos conquistadores árabes, disseminou-se na Europa.
O óleo essencial de limão que é obtido por arraste de vapor ou por compressão das cascas.
Para a obtenção de 1 litro de Óleo Essencial de limão são necessárias as cascas de cerca de 2.500 limões. Trata-se de um líquido oleoso de cor amarela (limão Siciliano) ou esverdeada (limão Tahiti), que apresenta inconfundível e agradável aroma de limões frescos.
O aroma do limão é geralmente adstringente, acentuado e ácido, ligeiramente floral.. Grande estrela da família olfativa cítrica, na perfumaria ele tem larga tradição, sendo base das mais antigas águas de colônia européias.
O limão siciliano tem um aroma mais adocicado, delicado e ligeiramente menos acido que o do limão de caipirinha (tahiti), nosso conhecido. Já o limão de caipirinha tem encontrado seu espaço como estrela de novos. acordes cítricos que realçam seu exotismo e acentuado aroma adstringente, ligeiramente amargo, se comparado ao limão siciliano.
a fonte: www.tradewindsfruit.com/citrus.htm
Cravo-da-Índia (Série: Aromas)
O cravo-da-Índia é o botão seco da flor de uma árvore do mesmo nome da família Myrtaceae. Cravo-da-Índia é originário da Indonésia , Seu aroma intenso, mentolado e levemente adocicado é base para incenso e muitos perfumes considerados orientais.
O eugenol, substância presente em grande quantidade na planta, é a responsável por seu odor, e é largamente consumida como antisséptico (lembrou do seu dentista?)
O cravo foi uma das especiarias mais exploradas comercialmente durante a Era das Navegações. Os portugueses tiveram o monópolio do comércio da especiaria, quando um quilo dos botôes secos era o equivalente a 7 gramas de ouro!
O cravo tem este nome exatamente porque seu formato lembra pregos, ou cravos (cravo em português, clou em francês).
Menta (Série: Aromas)
Hortelã ou Menta,(Mentha sp,cuja subspecie conhecida como hortelã é uma planta herbácea que chega a tingir 80 cm de altura, com folhas ovais e serrilhadas, de um verde-claro, e flores de corola violeta.Já a menta tem folhas lanceoladas, mais escuras) é conhecida no mundo todo.
De sabor e aroma refrescante, ardido,mas adocicado costuma ser utilizada na perfumaria exatamente para tornar o perfume fresco, e mentolado. Aliás, este óleo, o mentol, é o responsável pelo sucesso da plantinha em tantos setores, desde a culinária até a perfumaria.
Base de muitos perfumes aromáticos masculinos, costuma aparecer também em notas de saída para um toque verde e fresco.
Lírio (Série: Aromas)
O lírio, planta de propriedades alucinógenas, símbolo da nobreza, da cristandade e da virgindade, e espalhado pelos continentes, é uma flor que causa fascínio. Suas variedades são tantas, assim como suas formas, que fica um tanto difícil catalogar suas funçõe para a perfumaria. Normalmente seu odor é diáfano, porém marcante, leitoso e adocicado, ligeiramente herbal. Isto varia, claro, de especie para especie de lírio, alguns sendo mais intoxicantes que outros.Vou mencionar as mais usadas:
lírios Siroi: Branco em degradê de rosa pálido, perfume suave.
lírio casablanca: de aroma doce, muito usado na perfumaria
Lírio tigre: aroma mais “agreste”, laranja mosqueado.
lirio Stargazer: beiradas brancas, centro das petals rosado, salpicado de mauva.Fragrância rara,
lírio amazonas: suave perfume; cor branca
lírio branco, ou açucena: provavelmente o mais conhecido, aromático, e símbolico dos lírios.
lírio turco ou martagon: Rosado com manchas roxas, muito aromático
lírio japonês: branco pintalgado de lilás, odor muito envolvente e forte.
O lírio pode ser tóxico, principalmente seu pólen. A maioria dos aromas de lírio que conhecemos hoje são sintéticos, pois o lírio é de difícil extração de essência.

Já o lírio do vale pertenceu por muito tempo ao um sub-ramo das liliaceas, sendo por isso conhecida por este nome em algumas línguas. Seu aroma incomum, sua beleza e sua relação afetiva com os franceses ( a planta é conhecida lá pelo nome de muguet, e é oferecida no dia 1º de Maio como presente, para atrair sorte. è uma tradição de quase quinhentos anos), o trouxeram logo para a perfumaria, sendo um dos aromas mais conhecidos e apreciados. Um pouco herbal, amadeirado, ligeiramente doce.
O lírio d’ água não tem relação com a especie, sendo da família das Ninféias.
Cedro (Série: Aromas)

Cedro, árvore citada na Bíblia diversas vezes, e símbolo do Líbano, não deve ser confundida com diversas outras especies que tem o mesmo nome. A árvore atinge os 30 metros de altura, vive mais de mil anos e resiste a danos causados por insetos. Os antigos egípcios usavam o cedro como conservante e para embalsamar, bem como na produção de cosméticos e de
incenso.
Dificilmente se utiliza hoje em dia o óleo do verdadeiro cedro do Líbano devido à escassez de árvores, mas sim o cedro tibetano ou do Himalaia (C. deodora, ou árvore de deus), e o cedro
do Atlas (C. atlantica), que oferecem aroma similar. Atualmente a foonte da maior parte do óleo de cedro é o junípero (Juniperus virginiana), ou cedro vermelho. Tambéms e retira aromaparecido da “thuja” (Thuja occidentalis), ou do oleo da folha de cedro.
Principais responsáveis pelo “aroma” de cedro: cedrene, cedrol, cedrenol antre outros.
O verdadeiro cedro tem um toque de cânfora com um fundo balsâmico, amadeirado. O cedro vermelho é mais aguçado, como um lápis recém-apontado.
fonte: How the Stuff Works Website
Benjoim (Série: Aromas)
Benjoim é o mesmo que estoraque (styrax). Mas storax é outra resina conhecida como Ambar Líquido, sendo que as duas são confundidas às vezes.
Esta valiosa resina balsâmica oriunda da Ásia tropical, o Styrax benjoin é uma árvore que atinge até vinte metros de altura e vegeta exclusivamente nesta região úmida. Através de um corte, o seu tronco exsuda um líquido que endurece ao ar e ao sol que é colhido dessas árvores constituindo o Benjoim, também chamado “Goma de Benjoim” ou “Incenso de Java”.
Considerado, claro, um aroma “oriental”, suas propriedades fixativas de aroma são importantes para a perfumaria mundial. Seu aroma é resinoso e característico de incenso.
Bergamota (Série: Aromas)

A bergamota (Citrus nobilis) é talvez o aroma mais utilizado na perfumaria, principalmente
como nota de saída. Será que vamos desvendar um pouco do motivo de sua popularidade?
A planta é originária da Asia tropical, sendo de pequeno porte. Parece com a tangerina e a mandarina. Conhecemos a bergamota também pelo nome de mexerica.
Seu aroma cítrico sofisticado e fragoroso ficou realmente famoso quando importado para a
região de Bergamotta, na Itália.O linalol é o óleo essencial responsável pela fama da fruta.
Fragrância fresca, verde, frutada, refrescante, embora um pouco balsâmica e especiada,principalmente em comparação com outras frutas cítricas. Combina bem com outros aromas, harmonizando-se e adicionando um aroma rico, leve e rico.
Fresia (Série: Aromas)
Frésia, freesia ou junquilho?
Se você tem dúvidas, não se preocupe, os três nomes são aceitos em português. Trata-se de uma espécie de flor muito popular no mundo todo, originária do sul da África. Seu aroma intenso, doce e um pouco cítrico, faz da freesia uma presença constante na perfumaria, geralmente nas notas de coração. A freesia branca destaca-se por ter um aroma mais acentuado, lembrando o jasmim.
Suas flores são em formato de corneta, e suas cores variam do púrpura, azul, amarelo, até o branco. Como curiosidade, o nome Freesia foi dado em homenagem ao seu descobridor, Sr. Freese.
Canela (Série: Aromas)
A canela, ou cinamomo (Cinnamomum zeylanicum), originária da Birmania, foi muito disseminada por suas propriedades aromáticas.
Seu uso é conhecido desde os tempos de Grécia e Roma Antigas. Com a intensificação do comércio marítimo pelas rotas comerciais para o continente europeu, a canela foi introduzida na Europa como especiaria e, posteriormente, difundiu-se para todo o mundo A canela foi a especiaria mais lucrativa para exploradores europeus durante a fabulosa era das navegações..
Cresce bem em vários outros lugares do mundo. Seu aroma é extremamente difundido, assim como seu uso. De odor picante, adocicado e levemente herbáceo.
Associa-se seu aroma intenso e quente ao conforto. Foi símbolo do amor em muitas culturas, sendo citada em várias obras literárias, inclusive na Bíblia, com conotações amorosas.
Basílico (Série:Aromas)
Basílico (Ocimum basilicum), também conhecido como alfavaca ou manjericão, é comumente associado à culinária. É nativo do Irã.
Ligeiramente anisado, seu aroma forte e herbal encontra caminho principalmente nas composições aromáticas de perfumes masculinos.
O problema é que existem dezenas de variedades diferentes de basílico, com aromas diferentes. O Basílico Limão, indonésio, tem um marcante odor de limão. O Basílico Africano tem um aroma mais canforado; o manjericão doce tem um cheiro que lembra a cravo-da-índia, o manjericão alcaçuz realmente lembra esta outra planta, um pouco mentolado… e assim vai.
Seu nome deriva do grego Greek βασιλεύς (basileus), que significa rei”. Acreditava-se que o basílico teria crescido sobre o lugar onde São Constantino e Santa Helena encontraram a Santa Cruz.
Ameixa (Série:Aromas)
A ameixa origina-se do mesmo ramo que o pêssego e a cereja; são as Prunus. Sua provável origem é a China.
Trata-se de uma fruta macia, com pele fina violeta escura,carmim ou amarela, lustrosa; de carne suculenta, aromática, doce e levemente cítrica. Envolve um caroço pontiagudo semelhante ao do damasco. Seu aroma é doce e intenso.
As flores da ameixeira também são, além de lindas, extremamente perfumadas. São consideradas símbolo da imortalidade.
Ambergris (Série:Aromas)
Ambergris, ou âmbar cinza, é um derivado animal de altíssimo valor, com propriedades de fixação de perfumes e desenvolvimento de bouquet primordiais para desenvolvimento da perfumaria.
É a este elemento que se referem os franceses quando usam a expressão “ambré” (ambarado).
Constituído de uma substância liberada pela baleia cachalote para envolver restos alimentares potencialmente perfurantes ao seu trato intestinal, o ambergris fresco tem um odor fecal quando fresco. Já quando exposto por longo tempo a luz e ao ar, seu aroma é suave, persistente e atrativo. Sua aparência altera-se muito com o tempo, sendo que os mais valiosos são acinzentados, marmóreos e lembram sabão em barra.
Normalmente encontrado flutuando no mar ou no litoral, seu uso remonta à antiguidade, principalmente como elemento de perfumaria; mas também como especiaria, de propriedades afrodisíacas, e como material para entalhe de jóias perfumadas.
Atualmente, devido a leis de proteção às baleias cachalote, a posse de ambergris natural pode ser considerada ilegal em muitos lugares do mundo. Utiliza-se hoje em dia o sintético Ambrox, e similares, para simular as propriedades do ambergris. Mesmo assim, o comércio de ambergris natural ainda existe.
Patchouli (Série: Aromas)

O patchouli é nativo nas Índias Orientais e Ocidentais. O nome provém da língua Tamil patchai
(verde) e ellai (folha).
Seu aroma pode ser descrito como: Arborizado, balsâmico, doce, canforáceo.
O aroma é obtido normalmente pela destilação das folhas frescas, ou da fermentação das folhas já secas.
O óleo essencial do patchouli é um dos mais usados na perfumaria mundial, pois confere ao perfume, além do próprio aroma, a capacidade de prolongar outros aromas, funcionando como um fixador.
Como curiosidade, vale falar que, além de sua populariade nos anos 60 e 70, quando associou-se ao estilo hippie, o Patchouli foi usado durante a época aurea do colonialismo inglês na India, quando produtos eram aromatizados com patchouli para que os importadores soubessem que a mercadoria provinha realmente da india.



















![[V] Nina 80ml](http://farm5.static.flickr.com/4009/4428969335_052cccb057_s.jpg)







