âmbar

Annick Goutal Grand Amour

Annick Goutal Grand Amour

Esta amostra está nos meus tesouros há um longo tempo, e veio da Louca dos Perfumes Diana.

Bom, eu sou meio reticente quanto à Annick Goutal, pois algumas coisas me surpreendem, e outras me decepcionam muito. Já Annick Goutal Grand Amour é um perfume interessante, e se não fosse pela falta de longevidade, um clássico.


Embora Grand Amour não me agrade totalmente, admito que ele expressa muito bem o conceito proposto.  Conforme o site oficial, e lendas perfumísticas,

Grand Amour é o perfume de serena paixão que Annick Goutal viveu com seu esposo, o violoncelista Alain Meunier, que lhe presenteava com um bouquet de flores brancas toda semana.

Awnnn…!

O Boticário Floratta Forever Love Edição Limitada

O Boticário Floratta Forever Love Edição Limitada

Pois então… No site da marca, o perfume não está mais disponível, já que quando O Boticário diz que uma edição é limitada, they mean it_ eles realmente fazem só um tico. Dia dos Namorados, né? Agora, se o amor é destinado a durar só um frasco de perfume, só uma temporada, porque batizar de O Boticário Floratta Forever Love, grande Odin?


Não acho que vocês tenham perdido muito aqui, de qualquer modo. Com altos e baixos, a fragrância de nuances mais cítricas e florais, tem como trunfo, na abertura a presença de um cassis bem proeminente, deliciosinho, em conjunto com um suculento combo de mandarinas, grapefruit, bergamotas e mais e mais.

Natura Kaiak Extremo

Natura Kaiak Extremo

resenha patrocinadaEsta resenha de Natura Kaiak Extremo está atrasada, pois problemas pessoais me mantiveram afastadas do blog, mas gostaria de agradecer o material para avaliação enviado pela Natura. :)


Natura Kaiak masculino (a fragrância tradicional) sempre foi um candidato a clássico na perfumaria nacional. Alguns podem se perguntar se isto se deve ao seu alcance a aceitação, ou à qualidade da fragrância, ou ao apelo ao público masculino brasileiro. Embora alguns torçam o nariz por causa de sua popularidade (ah, sempre houve esnobes, certo?), é fato que um fougère aromático faz mesmo a cabeça dos homens no Brasil, e como Kaiak chegou aos homens através de suas namoradas, esposas e mães, tornou-se um dos preferidos da ala masculina.

Natura Kaiak Urbe

Natura Kaiak Urbe

Beleza. Escapando da vida real por um momento (ufa!), com 0% de aproveitamento das praias de Floripa e desejando ardentemente um elixir que magicamente elimine o calor sem parecer Gelol, eis que tropeço num frasquinho de amostra do masculino Natura Kaiak Urbe.

Detratores vão detratar.

Jequiti Malte Blend

Jequiti Malte Blend

Então, eu comentei no Facebook estes dias que estava experimentando o Malte Blend aqui em casa. Até o meu gato (o bichano) ficou cheirando a Malte Blend.

Jequiti Malte Blend é a sequencia natural de Jequiti Malte, perfume masculino que aposta as fichas no conceito de uma fragrância que remeta ao uísque escocês.  Mantendo esta ideia em mente, o resultado final propõe sofisticação, ótimos ingredientes, e um blend que adiciona sabor, qualidade e refinamento.

Narciso Rodriguez for Him

Narciso Rodriguez for Him

 

Narciso Rodriguez for Him: este é o tipo de perfume masculino que faz a minha cabeça (mas pensando bem, qual é o tipo que não faz?).

Primeiro, eu adoro fougère, acho perfumes masculinos com este apelo “floresta sombria” o máximo, e quando um cara como o Francis Kurkdjian  bota a mão e transforma esta floresta sombria em algo urbano (uma selva de pedra, talvez?), e também sombrio, aí é uau.

homem misterioso

 

Eu gosto de folhas de violeta (embora nem tanto aquele acorde “da flor”, que cheira a suco de uva em pó, às vezes). Gosto muito mais quando o acorde “verde musgo” vai ficando dark, dark e dark, cheirando a piche, pesando no patchouli, deformando a fragrância como quem enverga vigas de ferro.  Tem um quê de escultura, este perfume.

Jean Paul Gaultier Classique EdT

Jean Paul Gaultier Classique EdT

Vou confessar a vocês um pecadilho: eu não conhecia o Jean Paul Gaultier Classique EdT ( só a versão Eau de Parfum). Elas são diferentes, então vale a pena notar se seu  amor tende mais às notas de flor de laranjeira ou às notas de rosas, que são mais proeminentes, segundo me lembro, na versão eau de parfum.

Jean_Paul_Gaultier-Classique

Aliás, sou da época do lançamento do original Jean Paul Gaultier pour Femme, que não faz muito tempo, começou a ganhar o nome de Classique (por causa de uma propaganda que dizia “Le Classique Parfum de Jean Paul Gaultier”). Agora, Classique já mudou de roupa tantas vezes, em edições colecionáveis, que talvez não se lembrem que ele vinha originalmente com um corset de metal pink. Hoje o EdP vem com lingerie de renda e o EdT tem um corset jateado, ou fosco.

O perfume fez 20 anos em 2013, assim ganhou mostra com todos os pequenos manequins de costura vestidos com corsets variados. Assim, fico eu a pensar se o frasco é mais famoso que o perfume, e chego à conclusão que sim. Dizem que foi inspirado no frasco do Schiaparelli Shocking, pode ser sim, mas tudo é boato. Pode muito bem ser uma expressão do corpo feminino objetificada e escultural, típica de Gaultier, que sempre gostou de brincar com silhuetas estruturais e provocantes, erotizadas até. O corset sempre foi uma peça símbolo de Gaultier, então, apesar de achar os dois frascos realmente parecidos, muitos outros frascos também o são.

Tom Ford Black Orchid

Tom Ford Black Orchid

Às vezes é um pouco frustrante pensar em coisas para dizer de um perfume e perceber que já falaram isso. Entretanto, quando sua opinião simplesmente é muito parecida com a de gente que conhece muito mais perfumes que você (presumivelmente, já que eu não conheço tantos assim), ao menos se pode acreditar que seu nariz não está te enganando.

Como Ford Black Orchid já recebeu todas as loas possíveis, talvez tenha até sido um pouco exaltado demais para seu tamanho. Já virou arroz de festa (em certos meios, ouvi dizer, nos meios que eu frequento com certeza arroz de festa é 212 VIP). Mas eu, pobre de mim, queria por que queria ter um.

O que Tom Ford Black Orchid tem de interessante, além de seu apelo à imaginação com sua descrição olfativa rica e glamourosa (a saber, jasmim, ylang ylang, gardênia, bergamota, mandarinas, trufas _não o “bãobão”, chocolate amargo, especiarias, lótus, a tão falada orquídea negra, incenso, âmbar, madeiras, sândalo, patchouli, e claro, baunilha)?

Eudora Prélude

Eudora Prélude

OK, pessoal nesta segunda resolvi abandonar os lucros (todos eles hahahah)  e voltar para o meu assunto preferido.  E que saudades de vocês!!!

Como prometido, vem a resenha de Eudora Prélude.

O Eudora Prélude faz parte da linha “Entre Quatro paredes” da marca, o que significa basicamente que a fragrância deveria ter um apelo erótico acentuado. As notas intensas de mel dominam a fragrância, criando um apelo gourmand bem interessante. É o que você vai sentir desde o início: mel. Aliás, o mel voltou aos trends da perfumaria em vários lançamentos recentes (Marc Jacobs Dot que o diga), e adiciona uma sensualidade instantânea. Mas… no caso de Prélude,

Taylor Swift Wonderstruck

Taylor Swift Wonderstruck

Wonderstruck: um perfume bonitinho, docinho, e muito melhor que muitos perfumes de celebridades por aí.

Eu amo o frasco! Quer dizer, você realmente sabe o que esperar quando vê aquela garrafinha toda girlie, com uma combinação púrpura e dourada, uns berloques bonitinhos, arabescos e tudo o mais. Você sabe que algo frutal e doce vai preencher suas narinas, algo jovem, algo de dar água na boca. Algo que combine com a faixa etária do público-alvo (garotas com menos de 25 anos), e que combine com o visual romântico de Taylor Swift.

Kate Perry Purr

Kate Perry Purr

 

purrBom, como não amar aquele frasco super brega, e ainda assim, cheio de apelo? Em forma de gato?! Ah, eu quase comprei o bonito só pelo frasco que lembrou minha infância e os catálogos Avon com aqueles frascos de telefone, bota e bibelô…

Bom, conheço umas duas ou três músicas da celebridade Kate Perry. Isto não ajuda muito para tentar decifrar se o perfume tem alguma remota possibilidade de se parecer com Kate. Ouvi dizer que ela usa ou usou Angel (confira aqui o que as celebridades usam de verdade). Assim tinha alguma esperança de que Kate Perry Purr pudesse funcionar.

Ferré Eau de Parfum (Gianfranco Ferré)

Ferré Eau de Parfum (Gianfranco Ferré)

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Bom, agradeço à Louca dos Perfumes Diana Alcântara por esta amostrinha, Ferré Eau de Parfum era um perfume que eu conheci en passant, e que na época em que isto aconteceu, eu achei muito “senhoril”. Com a amostrinha, pude revisitar o bonito, entender o que eu tinha achado antes, e conferir se minha opinião mudou nos últimos anos.

De fato, achei mais interessante hoje, quando a abertura lembra muito os perfumes ladylike dos anos 90. A nota de melão é essencial para esta ideia. O abacaxi confere uma sensação esfuziante, e sua companheira é a íris. Uma íris talcada, docinha, mas não enjoativa, toda chique e tal. De fato, as outras notas florais parecem se dissolver de uma maneira muito suave, como em um degradê, até chegar na carícia da íris talcada.

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Você, acostumado com as doses de groselha vermelha, framboesas e frutas açucaradas, pode se confundir com o estilo delicado de apresentar uma fatia de melão suculento (mais suave que em Il bacio e afins, como Escape), o abacaxi “luminoso” (como em alguns Chanel), a pera provocativa. Entretanto, Ferré Eau de Parfum é mais sobre esta íris com toques de abacaxi, que consegue ser muito gostosinha, que essas frutas, que adicionam um certo otimismo, mas jamais roubam a cena.

Taí um perfume com classe.  Tem uma sillage que parece um plush (eu, pobre que sou, não vou comparar com cashmere, né, meu negócio é plush), todo macio, delicado e envolvente.

ferre

Quando eu olho o frasco, não acredito que pertença a este perfume sutil, exceto pelo aspecto clássico, atemporal, que definitivamente tem a ver com Ferré Eau de Parfum.

Pessoalzinho (ok, Luca Turin e Tania Sanchez) deram uma nota quatro no Guia de Perfumes, o que já é um bom sinal. Eu também daria, mas acho que a longevidade dele ficou devendo.

Lindo demais, efêmero porém.

Pierre Bourdon criou Gianfranco Ferré Ferré Eau de Parfum em 2005.

Notas oficiais: bergamota, abacaxi, pera, melão íris, magnólia, muguet, rosa, ylang ylang, jasmim, orris, sândalo, cedro, musk, âmbar, baunilha

Molinard Chypre D’Orient

Molinard Chypre D’Orient

Aqui está um chypre ao estilo clássico. Aquele tantão de musgo de carvalho (mas péra, não devia ser tão oakmoss assim, certo?), aquela vibe A-talcada, perfumosa, bem retrô mesmo… Querendo ser um Mitsouko, mas sem a delicadeza “arquitetônica” do perfume.

chypre d'orient

Molinard Chypre D’Orient enganaria fácil ser um perfume vintage. Me fez ficar indecisa sem saber explicar o que eu via de errado nele (tipo, não é nada demais, mas assim, é tudo). Não tenho nem porque descrever como as notas evoluem ao meu olfato porque se comportam de uma maneira bem conhecida: a maneira dos chypre clássicos. Mas, de fato, eu gostaria de ter um conhecimento maior sobre perfumes chypre clássicos para comparar e julgar com maior propriedade.

Notas: bergamota, mandarina, jasmim, neroli, jasmim, rosa, íris, patchouli, musgo de carvalho, musk, âmbar.

gaga pink feathered hat

Uma rosa decidida a ser notada?

Existe uma fruta não listada, que adiciona cremosidade aveludada, e existe também a rosa talcada. Ultimamente tenho experimentado vários perfumes com rosas proeminentes, em vários estilos, e posso dizer que foi o grande problema de Molinard Chypre D’Orient, ao menos para o meu gosto, é que, diferente de Mitsouko (o mais famoso dos chypre frutados), falta aquela elegância oriental e contida, aquela mão leve. E mais, esta rosa em Chypre D’Orient parece manchada, vulgar. Não digo que o lado “animálico” do perfume está à tona: só achei a rosa saidinha demais, algumas outras notas gritam por atenção. Sei lá.

rose petals

Para quem curte rosas indistintamente, pode não achar nada disso. Não sei mesmo porque o perfume chama-se Chypre D’Orient. Fico feliz com o esforço, mas não sei se precisamos de um wannabe de Mitsouko.

Longevidade ótima: Molinard Chypre D’Orient é um eau de toilette e durou umas 8 horas na pele. Projeta bem, o que com certeza vai incomodar todo mudo que detesta “perfume de véia” (não é o meu caso; não chega a ser “a múmia do Mozart”).

Atenção ao frasco em estilo art déco, muito bonito.

Chypre D’Orient faz parte da coleção Le Orientaux e foi criado em 2007, por esta casa de fragrâncias com mais de 160 anos de tradição.

Jean-Charles Brosseau Ombre Rose L’Original

Jean-Charles Brosseau Ombre Rose L’Original

ombre rose

Mais um perfuminho delicioso que encontrei, Ombre Rose (L’Original), da marca francesa Jean-Charles Brosseau, é para aqueles que curtem um quê retro, como os encontrados em Juliette Has a Gun Citizen Queen e Flower by Kenzo.

Em resumo, Ombre Rose, ou sombra rosa, é sobre rosas atalcadas, delicadas, cremosas. Não tem a agressividade suja de Juliette Has a Gun Citizen Queen ou a sexualidade explícita de Agent Provocateur, mas presenteia com uma rosa saborosa, cor-de-rosa e capaz de tingir o mundo com sua tonalidade imaginária. O nome é perfeito!

A versão Ombre Rose L’original foi chamada assim pois a marca recomprou os direitos do perfume e relançou a versão criada por Françoise Caron, de 1981, sem edições.

pik marabou

Apesar de ser um perfume sobre rosas, Ombré Rose é mesmo “pintado à mão”. Rosas turcas empoadas e Coloridas por pêssego, polvilhadas com íris e sustentadas por pau-rosa (uma nota proeminente, em alguns momentos mais forte que a rosa verdadeira) e notas florais bem amarradas; é romântico, sem o peso de um vintage original.

Para mim, pecou um pouco na longevidade (na versão eau de toilette, ao menos), mas acho a projeção de Ombré Rose bem adequada. Um perfume mutável, que mostra à principio algo aldeídico, depois tonalidades de pêssego, seguindo para um coração interessante, carinhoso, e um drydown sexy, bem ao gosto de fãs de Flower by Kenzo Essentielle. O melhor do perfume vem depois das notas iniciais, portanto espere!

powderpuff

Ombre Rose L’Original não tem aquele peso que alguns perfumes de rosas têm, aquela coisa pesada e meio decadente: ao contrário, não é um perfume drama Queen, e sim, heroína romântica.

Agora… Que frasco mais lindo, não?

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Só para quem curte talcados, rosas e perfumes ultra femininos e cor-de-rosa de verdade.

 

Juliette Has a Gun Citizen Queen

Juliette Has a Gun Citizen Queen

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Ah, para quem não conhece a marca, o nome estranho é invenção de Romano Ricci (bisneto de Nina Ricci), criador da perfumaria niche, super badaladinha, e que encontrei aqui no Brasil por indicação do Dino.

Conforme a marca, o perfume é a atual arma da mulher. Embora Juliette has a Gun preocupe-se em encarar isto de maneira irreverente, seus perfumes procuram misturam glamour e cultura pop, num frasco só. Será que dá certo?

O perfume? Citizen Queen (trocadilho com o cult do cinema Citizen Kane), um chypre floral todo retrozinho e glamuroso. A versão? Aquela caixinha fofa, “purse bullet”, que nada mais é do que um purse spray em formato de bala (afinal, a mulher anda armada), onde se encaixam divinamente os refis de óleo concentrado (são 4: a “bala” já vem carregada com uma).

juliette has a gun bullets

 

purse_bullet_citizen_queen_by_juliette_has_a_gun

A cidadã em questão é sim, rainha. Anda cheirando a diva. Citizen Queen foi beber nas fontes mais puras de Mitsouko, Femme de Rochas, e outras preciosidades perfumísticas.

lady in black leather

Não diria que é um perfume fácil para a maioria do público, portanto se for comprar às cegas, como eu fiz, tome cuidado ao considerar alguns pontos:

Citizen Queen é talcado, e muita gente não curte talcados (eu sou exceção);

Citizen Queen tem aldeídos old school, ou seja, aquele quê de Chanel nº5 que muita gente detesta (eu curto);

Citizen Queen começa metálico (tipo um gun play, se é que você me entende. Se não entende, vá procurar um dicionário erótico).

Citizen Queen tem projeção delicada (a diva em você pode demorar a ser notada).

De fato, Juliette Has a Gun Citizen Queen me agradou, por juntar de maneira usável várias referências olfativas de uma maneira meio glam, meio Tarantinesca, em um perfume. Citizen Queen tem algo de bourdoir, de ousado, de sujo e sexual… Enquanto tem um coração romântico, dramático. Sinto que ele não é perfeito, e me decepciona um pouco, com suas notas de coração dissonantes e abafadas, perdidas entre dois pólos. Ainda assim, achei muito charmoso e cheio de estilo.

citizen queen

frasco original

Se você conhece o Agent Provocateur by Agent Provocateur, ambos seguem um estilo parecido, embora, perto de AG, Citizen Queen pareça menos sexual, menos intenso, e mais delicado.

O perfume começa polariza-se entre íris, violeta e rosas da Bulgária, um toque de couro e metal, e um musk sujo, provocante. As rosas empoadas pela íris são elegantes e parecem saídas de uma ficção barata, mas acho nisso graça. É, com certeza, a ideia por trás de toda a marca Juliette Has a Gun (veja esta entrevista interessante no blog francês Ça Fleure Bon). Percebi um toque de café, torrado, delicado, mas presente, não listado nas notas oficiais. Labdanum e âmbar acrescentam cremosidade e causam boa impressão, trazendo um que mais contemporâneo ao perfume.

Entre Citizen Queen e Agent Provocateur, acho Queen mais usável (pelo menos, no meu caso). Gostaria que projetasse e durasse um pouquinho mais, não sei se o caso é que um óleo nunca vai projetar tanto quanto um perfume com álcool, mas achei deficiente neste quesito.

Peguei esta caixinha na promoção por 100 dinheiros brasileiros, mas um Juliette Has a Gun normal é bem carinho. Aqui no site oficial você pode ter uma ideia.

Juliette Has a Gun Citizen Queen foi lançado em 2008, e as fontes variam muito sobre o criador: teria sido o próprio Romano Ricci, ou o perfumista Francis Kurkdjian.

 

Para terminar, videozinho “todoloco” da marca:

 

 

 

 

 

Madonna Truth or Dare EdP

Madonna Truth or Dare EdP

madonna-truth-or-dare

 

 

Enfim botei as mãos em um frasco de Madonna Truth or Dare. E então, gostei ou não? Verdade ou… Consequência?

Acho que não preciso dizer a vocês quem Madonna é.  Embora me cause curiosidade entender porque a diva pop (a maior delas) demorou tanto a lançar um perfume, fico imaginando que ela simplesmente não queria lançar algo que não a representasse totalmente. O que é interessante, já que ela se reinventa tanto que nunca iríamos saber.

madonna dagger

 

Mas talvez, por isso, ela tenha lançado, em algum ponto de sua carreira (lembro que eu era pré-adolescente) um documentário chamado Truth Or Dare. Conhecemos o dito aqui no Brasil como Na Cama Com Madonna, mas o ponto é que o nome original tem bastante significado, pois foi o mesmo escolhido para a fragrância de début da cantora. Truth or Dare é o nome do jogo que conhecemos como Verdade ou Consequência aqui no Brasil. Truth or Dare tem a ver com honestidade absoluta, e por isto Madonna quis estar envolvida de corpo e alma no projeto de seu primeiro perfume.

Dizem mesmo que Stephen Nilsen, perfumista criador de Truth or Dare, confessou que Madonna foi a pessoa mais difícil com quem já trabalhou e que exigiu pelo menos umas 200 tentativas até se dar por satisfeita.

Não é interessante? Pois falam que todas as celebridades fazem isto ao lançarem um perfume novo no mercado. E nós bem sabemos que as celebridades no geral pouco escolhem os perfumes que endossam, certo? Aparentemente ninguém esperava que ela fosse se envolver tanto.  Mas aí é que está o pulo do gato: muita gente sabe qual é o perfume preferido de Madonna. Ela realmente ousaria tentar vender algo diferente do que ela mesma usa? Isto seria honesto? Ou ela teria que pagar a consequência de uma escolha fácil, comercial?

madonna poses

 

 

Madonna Truth or Dare tem sim, profundas ligações com o perfume vintage que Madonna alegadamente usa. Que é, para quem não sabe, o mítico Robert Piguet Fracas. Conforme ela mesma, este perfume lembrava a ela a feminilidade da mãe que Madonna perdeu muito cedo. Uma feminilidade retrô, porém suntuosa, misteriosa e sensual, baseada na cremosidade excessiva e narcótica de flores brancas. Na potente tuberosa, no indólico jasmim, na aveludada gardênia.

Se você não gosta de flores brancas, vai simplesmente odiar o perfume. Se você não sabe que perfume Fracas é este, pode se basear no descontinuado Sensuelle Essence, de O Boticário, que também pegava pesado na tuberosa, para ter uma ideia do que eu estou falando.

 

De fato, para o gosto da brasileira, Madonna Truth or Dare pega pesado nos florais brancos, mas faz isto com certa leveza para aqueles acostumados com a tuberosa violenta dos vintages originais. Com certeza, Madonna Truth or Dare não é tímido, ao contrário, é opulento, demanda atenção, tem cara de boudoir e, na minha opinião, é um perfume muito bem feito e interessante.

O perfume abre para fases mais radiantes com neroli e lírios, mas não abre mão de uma certa suntuosidade dramática, digna da Madonna.

Gosto da sillage inteligente, com absoluto de baunilha e açúcar queimado, âmbar caramelado, musk leve, que “moderniza” a fragrância. Ao mesmo tempo, tem algo interessante e ácido, levemente frutal, mas indistinto, que dá um lift e não permite que Madonna Truth or Dare se torne um floral branco formal e melancólico. Até acho que tem algo pop ali, algo divertido, meio “balinha azedinha”, que empresta um humor bacana ao perfume. Aí está o toque gourmand que prometeram, pode crer.

Madonna Truth or Dare perfume

Só sei que você precisa ter personalidade para portar  com elegância um perfume intenso, luxuriante  e de  alta projeção, que é o caso de Madonna Truth or Dare. A longevidade é ok, mas não surpreende. Mas vamos combinar, pela qualidade, Madonna Truth or Dare se vende baratinho.

Eu gosto do frasco. Distintivo, intrigante, algo entre o sagrado e o profano. Só a qualidade da tampa poderia ser um pouco melhor.

Resumo: um perfume narcótico, só para as poderosas.

Truth-or-Dare-by-Madonna-Perfume-Truth-or-Dare-Fragrance-by-Madonna

 

Madonna Truth or Dare é um Eau de Parfum criado por Stephen Nilsen da Givaudan em 2012 . Aqui no Brasil, é fabricado pela Jequiti com licença da Coty sob o rótulo de colônia desodorante, mas de fato tanto  fórmula quanto concentração permanecem inalteradas.

O vídeo:

 

 

Shakira Elixir

Shakira Elixir

shakira elixir motif

O terceiro perfume de uma das celebridades de quem mais gosto que testo aqui (veja S by Shakira e S by Shakira Eau Florale nos links). Muito provavelmente devido às críticas sobre seu primeiro perfume, que acharam ser “pouco Shakira”, Shakira Elixir veio prometendo que seria mais Shakira, ou melhor, não a mulher que ela talvez seja, mas a Shakira que o público enxerga.

shakira elixir advert

 

Aliás, adorei o conceito da propaganda, quem conhece os videoclips da cantora vai reconhecer alguns temas. Achei lindo, e de quebra, tem uma vibe “kaleese” muito legal.

A “cantante” colombiana manteve o design de frasco fiel às inspirações orientais, embora tenha gente que enxergue um J’Adore disfarçado ali. Para mim, vejo uma garrafinha de poção oriental,  gostei bastante, aliás, que combine com o conceito e a vibe ” odalisca latina” da cantora.

shakira elixir

Agora, como é Shakira Elixir:

Projeção mediana para fraca. Tudo bem, isto garante, de fato, um apelo jovial e o torna passível de ser usado em países quentes sem ser um atentado à saúde alheia. Sendo um oriental floral baseado em flores e âmbar, a pimenta preta deixa Shakira Elixir especiado e provocante. Açúcar mascavo cria a  atual e tão necessária dose de doçura, e garanto, fica bem na fragrância. Docinho mas não enjoativo.

O perfume se apoia na suculência de pêssegos (frutas de um precioso jardim oriental) e perfuma com flores suaves e românticas, como frésias e peônias. Na verdade, parece combinar muito bem com a Shakira “pessoa”, que aparenta não gostar muito de perfumes fortes.

shakira elixir bottle

Assim, quando a base traz o precioso stirax, ou estoraque (aparentado do benjoim), incensado e balsâmico, em conjunto com notas ambaradas, Shakira Elixir acaba completando suas fases sendo bastante redondinho, coeso e casual-romântico.

Não foi um perfume que me apaixonou, mas eu usaria, de boa, pois Shakira Elixir tem tudo em doses exatas para ser agradável, e levemente provocante, jovial, especiado, oriental moderno.

Longevidade, a princípio, me decepcionou , mas percebi uma sillage delicinha, então, fazendo as contas do custo-benefício, acho bem digno. Considerando a escolha flores leves+ musks brancos, faz todo o sentido, porém. O conceito do perfume sugere algo difuso, a céu aberto, algo meio “Flora Gucci para jovens kaleeses”, então tem tudo a ver.

Elisabeth Vidal criou Shakira Elixir em 2012.

Versace Crystal Noir

Versace Crystal Noir

versace crystal noir

 

Um daqueles perfumes que a gente perde com o tempo, Versace Crystal Noir também é aqueles que a gente sempre quer comprar novamente. Muito feliz na composição da fragrância, Versace Crystal Noir consegue ser dark, sensual, opulento, e ainda fresco, e moderno.

Perfume perfeitamente nomeado, sua opulência tem algo de intoxicante, é daqueles perfumes com intenções claras, feitos para seduzir mesmo. Não estamos falando de um perfume preocupado em ser domado, em ser certinho e elegante (mas não acho, de modo algum, que chegue a ser vulgar). Versace Crystal Noir “quer tacar o terror”, quer fisgar a atenção mesmo, e faz isto com opulência luxuriante.

Crystal-Noir

Vamos lá:

Um fizz de gengibre especiado, fresco e possivelmente ancorado em cítricos secretos, abre a fragrância de maneira refrescante, puxando logo o cardamomo maravilhoso que envolve boa parte do perfume. Aldeídos estão aí sim, tanto na abertura seca, quando na cascata de acordes que se seguem como num line up de desfile.

A pimenta preta é bem expressiva na fragrância, conheço gente que não gosta de Crystal Noir exatamente por causa dela. Recomendação se este for o seu caso: não use pela manhã (quando seu olfato é normalmente mais sensível). Mas tudo bem né, este tipo de fragrância é opulento demais para se usar durante o dia. Eu sempre achei um pouco excessiva, sim, mas combina efeitamente com a vibe oriental, especiada, da fragrância e do conceito.

Bom, coco e figo, (mais do primeiro que do último) são a cara de Versace Crystal Noir. Uma qualidade leitosa, cremosa, mas também aquela faceta felpuda e áspera da casca do coco, ao menos para mim. Algo de amargo e viciante. Mas também, algo entre doce e salgado, que me fascina.

party girl

Aí o bonito solta a coleira da flor de laranjeira, e ela ruge alto, tipo em Dior Addict. Mas depois volta para a coleira, e a gardênia passa a imperar. Tuberosas densas intensificam a exuberância do bouquet branco;  peônias almiscaradas, repolhudas, trazem alguma leveza, não deixam o perfume se tornar denso demais, niche demais, invendável demais. Sacou?

Uma base ambarada, sustentada por sândalo e almíscar, acrescente sensualidade sem deixar o perfume se tornar cansativo demais.

Sabe aquele perfume com um aroma cremoso, escuro, ambarado, sensual? Versace Crystal Noir é desse tipo. Mas não cai na besteira de ser pesado demais, fechado demais. Tem algo de translúcido nele, que combina com o frasco enfumaçado. Mas, falando nisso, acho que o conceito “Tampa Gigante” caiu melhor na versão Bright Crystal. De qualquer modo, ainda falando do frasco, o design é icônico e marcante, valeu a pena ousar e no geral, eu acho o frasco legal pacas.

vogue model animal print

Gostei?

Sempre achei que sim, hoje não tenho tanta certeza hoje. Me atrai, como uma lingerie sexy negra, mas o mesmo tempo, parece “tentar demais”. Ao mesmo tempo, me fascina este escuro sexy, suntuoso, sintético e de estética duvidosa, sem vergonha.  É, com certeza, um perfume autoindulgente e isto é, com certeza, o maior trunfo de uma mulher sensual.

Projeta bem e dura o esperado na pele, cerca de 6 horas.

Antoine Lie assinou Versace Crystal Noir Eau de Toilette em 2004.

Joop! Le Bain

Joop! Le Bain

Como todo mundo no pequeno mundinho dos blogs de perfume, não resisti e fui lá ver o Joop! Le Bain.

Benditinho está descontinuado, mas ainda é encontrado a módicos dinheirinhos em farmácias e importadoras (e também no eBay). Opiniões variavam um pouco durante a descrição do aroma, mas o fato de que era bom pra caramba, não. Joop! Le Bain seria mais como Óleo Johnson’s Baby (quem foi a Louca que disse isso?) ou uma concocção oriental enfumaçada e rica? Às vezes a gente tem que pagar pra ver, né?

Bom, Joop! Le Bain para mim é realmente Le Bain. Lembra meu cheirinho de quando eu era criança, apenas mais enriquecido. Sim, gentem. Perguntem para os meus parentes. Tinha fama de  ”a menina com cheirinho de amêndoas”. Ao mesmo tempo, identifiquei sim o lado rico, “smoky”, descrito por alguns perfumistas-ólatras entusiasmados da perfumosfera brasileira.

Bom, Joop! Le Bain abre aldeídico, metálico, seco, árido, e eu percebo bem a bergamota (sem doce) junto a esta nota tão peculiar, a lichia ou o chá dela, e sim, uma doce ameixa. Aí, meu bem, uma doçura que só as menininhas perfumadas de amêndoas, as bebedoras de chá, as loucas por caramelo, adoradoras de ameixas, e apaixonadas  pelo tabaco sensual via fava tonka podem reconhecer.

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Tudo num turbilhão doce e crescente, desaguando nas suas narinas deliciadas. E você se imagina sim, dentro de uma banheira de água morninha, pele amaciada por óleos de amêndoas que foram previamente esmagadas por escravos persas/suas versões hollywoodianas-malemodels.com, que lhe esfregaram as costas e coxas  com este óleo até que você estivesse hidratada até os 80 anos. Aí você está ali toda relaxada depois desta massagem, bebericando seu chá de folhas selecionadas (daí o lance meio tânico-adstringente, meio defumado, de Joop! Le Bain).  Mas a junção da tonka,  baunilha, âmbar e patchouli dá aquele efeito cognac que costuma dar um apelo quase gourmand.

Contar pra vocês: o que a princípio parece amêndoas na verdade é a ameixa em combinação com outras notas. Inspira e sente. Mas no comecinho me enganou certinho, viu? Segredinho nosso, tá? ;)

Tem o perfume saponado, sensual, da combinação jasmim e muguet, ah este cheirinho de banho perfumado, leitoso que todas nós amamos. A baunilha e a fava tonka preenchem de orientalidade, acrescentam-se ao patchouli e forjam este caramelo dourado da cor do meu shampoo Johnson’s SEM LÁGRIMAS.

 

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Cadê meus servos com o óleo corporal?

 

Depois, temos sim o lance Bvlgari Black, como a Dâmaris do Village Beauté mencionou: mas me parece um acorde coincidente do encontro de algumas notas (entrou na fase onde as madeiras aparecem), do que algo realmente implantado. De qualquer modo, eu gosto do BB, e gosto deste acorde em qualquer lugar que estiver.

Lá vai o Le Bain, todo ameixa e amêndoa, caramelo e tonka, muguet e jasmim. Gourmand? Talvez. Eu sempre resisti à vontade de beber meus shampoos de amêndoa, então não sei pra vocês, mas pra mim, para ser gourmand de verdade tinha que ser mais doce e ter menos muguet.

Dura? Uma seis horas. O suficiente, portanto. Estilo? Vai do casual ao sofisticado, achei bem versátil. Cairia muito bem como assinatura se não tivesse sido descontinuado (fica a dica, Joop!). Sillage? Razoável, mas convenhamos, este tipo de rastro é chique se for discreto. Não muito discreto, para não confundirem com o shampoo, né?

 

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A cor do perfume chamou a atenção de algumas pessoas (né Vanessíssima?). Bom, não sei se sou só eu, mas dificilmente vi um perfume com aldeídos que não fosse desta cor. Deve ser por isso o tal do medo.

Joop! Le Bain foi criado em 1989.

 

 

 

 

 

 

Natura Sintonia_Maxx

Natura Sintonia_Maxx

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Novamente atendendo a pedidos  aproveitando a maleta de amostras Natura que a Lena, de Tubarão, gentilmente me emprestou, hoje a resenha é do Natura Sintonia Maxx (ou Sintonia_Maxx). Parece que a forma com underline é a oficial, mas vem com uma daquelas modernidades_ch@tas com que algumas perfumarias brasileiras insistem em nomear seus perfumes (para saber mais, veja o Guia Definitivo dos Nomes de Perfumes).

Contrariando minha expectativa diante de um nome ruim de flanker, e da embalagem esquisitinha (também de flanker), o Natura Sintonia_Maxx me surpreendeu para o bem. Quando eu li, na embalagem da amostra (madeira sensual vetiver) já foi ponto a favor. AMO perfumes amadeirados masculinos. E amo amadeirados femininos também.

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Bom, e o que temos? Claro que Sintonia_Maxx foi beber da fonte de sua família, e apostou numa abertura cítrica (imagino bergamota, mandarina, lima, limão siciliano; enfim, um mix onde o limão destaca-se a princípio). Mas já se sente a tal “sensualidade” escorrendo  por entre algumas notas herbais (artemísia, acho eu). Coriandro,  algo que pareceu salsa, e com certeza, pimenta em grão (pimenta branca?). Bacana. Um calor ambarado insistente, aveludado, gentil, começa a apresentar as notas amadeiradas, que são bem pronunciadas (e deliciosas!). Cedro em destaque, e suponho, algum gerânio para contrabalançar. Gostei bastante da profundidade das madeiras, do âmbar e da baunilha suave, sedutora. Amei o vetiver imponente, quase agressivo.

Natura Sintonia_Maxx se acalma em um fundo mais adocicado, ainda amadeirado, sexy, cheiro de homem gostoso. O Natura Sintonia_Maxx é uma colônia Desodorante, não deve ter uma longevidade excelente, porém devido às madeiras ela se estende bem, além do esperado para o segmento.  Projeção bacana, na medida, também. Enfim, a Natura acertou legal com esta fragrância masculina, vale a grana e faz bonito.

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Para os discretos, é sensual para a noite, mas não fica over no trabalho, se for um ambiente formal. Sintonia_Maxx foi obviamente pensado para o inverno.

Pessoal, só uma coisinha: eu costumo fazer os testes com 1 borrifada no dorso da mão. Se você aplicar mais no corpo todo, ou em partes onde a circulação sanguínea é maior, vai ter resultados muito mais intensos, maior projeção e blababla. Eu só costumo checar se com o mínimo aplicado, em lugares sem muita circulação sanguínea (ou seja, no pior cenário) você consegue um bom resultado.

Sintonia_Maxx, da Natura, é lançamento da marca.

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