Gabriela Sabatini Eau de Toilette

No final de semana passado, a filha da Deise (que trabalha comigo) iria num aniversário de 15 anos, e para complementar o visual superfashion e princesse (não é que era?), A Duda (13 anos) precisava de um perfume inédito. EU, oferecida como sou, mandei alguns perfumes para ela decidir-se, apostando que ela iria encantar-se por Nina (Nina Ricci).
Maria Eduarda escolheu Gabriela Sabatini.
Por ser um perfume criado quando EU tinha 13 anos, achei realmente que suas nuances
aldeídicas, e nada frutais, fossem colocá-lo fora de jogo. Lembro-me que Gabriela Sabatini foi o segundo perfume importado que eu conheci. Era muito popular em Campo Grande, chegando via Pedro Juan Caballero e Ponta Porã. No auge dos meus 17 anos, Campo Grande rescendia Gabriela Sabatini e Paloma Picasso. Lembro-me que minha melhor amiga, na época,
costumava borrifar repetidas vezes o Gabriela Sabatini (isto dentro do carro), antes de chegarmos aos lugares!
Lembro-me também que eu o detestava, tamanha a superexposição ao aroma ( imagine
Gabriela Sabatini em todos os lugares, no verão de uma cidade no centro-oeste brasileiro, em amplas doses).
Só agora, muito tempo depois, eu consegui entendê-lo e
apreciá-lo. Aqui no Sul, em doses sutis, consegue-se apreciar a delícia de sua composição. Pode ser que muitos discordem. Gabriela Sabatini, até onde eu saiba, foi
o primeiro perfume de uma celebridade esportista (corrijam-me se estiver errada, por favor). O fato da tenista argentina ter fechado com chave de ouro sua carreira vencedora, lançando seu primeiro perfume
assinado apenas com seu nome, trouxe-lhe, claro, amplos benefícios.
Na época, a arquirrival de Steffi Graffi e Monica Selles, tanto em talento quanto em beleza, iniciou sua linha de
perfumaria popularizando um tipo de perfume que, nos anos 90, não era o padrão. Suas notas médias de floral oriental, e com o trio poderoso aldeído+ cítrico+baunilha de monte, fizeram caminho para uma série de campeões
de hoje, com notas muito doces. Angel, por exemplo, veio depois (1992).
De uma feminilidade exuberante, Gabriela Sabatini era o oposto do que era moda no início dos anos 90: Calvin Klein e a leveza unissex de suas criações, além da famosa nota ozônica que
populou as perfumarias por um longo tempo, em composições frutais com notas aquáticas predominantes.
O mote era “Tennis is my game. This perfume is my love”. Muito assertivo, como o perfume.
Acredito firmemente que Gabriela Sabatini tem sua legião de fãs porque concede autoconfiança, exsuda feminilidade e estas duas coisas juntas, sabemos, deixa qualquer mulher sexy.
As notas iniciais são agressivas, pura tangerina e neroli, mais aldeídos cortantes. Esta abertura
digna do esporte de Gabriela Sabatini, traz esta sensação de autoconfiança e vitalidade. Torna o perfume jovem.
Quando as notas florais exóticas, escolhidas por Harry Frémont, perfumista da Firmenich, surgem, não são para “limpar” o cenário. O lírio do vale, tuberosa, e jasmim, vão sendo aquecidas pelo âmbar, e claro, a famosa baunilha . A flor de laranjeira, aqui, aparenta estar do
inicio ao fim interligando as pontas do perfume. É a feminilidade per se. Pode-se perceber ao fundo (em doses menores dá para perceber, ou claro, dependendo da quantidade de gotas,
somente baunilha e flores), o sândalo ao fundo, possivelmente musgo, e claro, almíscar. Estas notas pronunciam-se no drydown, deixando um amadeirado interessante junto à baunilha.
Neste ponto, posso dizer que Gabriela Sabatini é um perfume muito provocante. Seu drydown é relembrado por muita gente como sofisticado e poderoso. E caliente.
Para mim, sinceramente, toda esta baunilha é reconfortante, principalmente depois do almoço, quando bate aquela vontade de sobremesa. E o frasco seria melhor se não tivesse uma tampa horrível.
A fixação não poderia deixar de ser excelente. São dias.
O custo-beneficio, atualmente, é extremamente vantajoso. Perfeito para o inverno. Mas claro, se você não gosta de perfumes com baunilha, fuja.
A Duda é que sabe das coisas, claro.
nome: Gabriela Sabatini
marca: Gabriela Sabatini
criado em : 1990
criado por: Harry Frémont
Curioso? Veja o preço do seu Gabriela Sabatini aqui.
abril: Calvin Klein CKIN2U HEAT, Nina Ricci L’Air de Printemps, Eaux de Sisley
Bom, eu ando meio atrasadinha para postar algumas notícias, mas tento fazer o meu melhor. Antecedendo a primavera e já de olho no verão, são muitos os lançamentos das grandes marcas. Vou tentar atualizar durante a semana. Aqui vão algumas:
CKIN2U HEAT by Calvin Klein
Esta fragrância foi na verdade, lançada em março, mas eu não tive tempo de comentar pois estava mudando o blog de endereço…foi mal.
Conforme os criadores, a fragrância teria sido inspirada na equação gente jovem e bonita e sexy+ água+ noite de verão. CKIN2U HEAT (este nome quase impronunciável para nós, lusófonos _si-qui-in-tu-iu Riti_ aimeudeus) é leve e minimalista, com frutas protagonizando o blend de jasmim vermelho, cedro, sândalo, orquídea doce e pétalas de frésia. O tom do perfume é dado pelo Martini de maçã.
Já a versão masculina tem chá, e erva mate, gengibre, pêra, madeiras e almíscar envolvidos pelo acorde “caipirinha” (cachaça, limão e açúcar). Criado por Jean Marc Chaillan e Loc Dong, da IFF. Vamos combinar que um copo de caipirinha geladíssima e intocada cheira muito bem, mas um homem cheirando a caipirinha, assim no cio, sei não… Acho que não é minha definição de sexy. OU pensando bem….
E se você ficou tentado a se embebedar com estes perfumes, fique sabendo que é edição limitada. Melhor não bebê-los se quiser usar por um bom tempo…
Eaux de Sisley
Sisley não é muito difundida no Brasil, mas pode-se encontrar em boas perfumarias. Lançado este Mês o trio Águas de Sisley, onde cada fragrância tem um número. Para que a freguesa não tenha problemas em se encontrar!
Conforme o site oficial, são três facetas de uma mesma mulher, reflexos cambiantes de seu humor e personalidade.
As fragrâncias foram uma criação da dupla Hubert e Isabelle d’Ornano. Atenção para as magníficas tampas dos frascos, criadas pelo artista polonês Bronislaw Krzysztof.
A primeira fragrância aposta na luminosidade e na alegria, com notas de toranjas, rosas, especiarias combinadas com o chá verde. Tudo isso alinhavado pelo patchouli ensolarado e pelo almíscar.
A segunda fragrância representa bem o frescor do vetiver, com a presença da bergamota e do basílico, do sândalo e uma pitadinha de patchouli. Sensação de banho recém tomado total!
Já a nº 3 tem toques gourmant, com a baunilha protagonizando a fragrância; e a sidra, a toranja e a mandarina revelando-se em contrapartida, com o jasmim-do-imperador, pêssego e damasco.
L’Air du Printemps, Nina Ricci

Edição limitada, este floral fresco vem representar por uma primavera o atemporal L’Air Du Temps. Mais ensolarado, mais moderno: rosas são rosas, mas o jasmim e a plumeria (jasmim-
manga) deixam o perfume mais suave e talcado que o original; a pera adocicada e as madeiras de cedro e sândalo renovam um clássico. Atenção ao frasco digno de sonho, e ao revival do
floral. Olivier Cresp, Firmenich, é o criador.
Nina Ricci´s Nina Eau de Toilette
nome: Nina
marca: Nina Ricci
criado em: 2006 ( o original foi criado em 1987, sendo substituído por este)
por: Olivier Cresp & Jacques Cavallier
tipo: floral frutal fresco
A inspiração veio dos contos de fadas, das princesas e com certeza este sedutor perfume tem a intenção de atrair as jovens de espírito.
A maçã,aqui não é uma arma de sedução de Eva, e sim aquela presente nos devaneios dos contos de fada. Apetitosa, irresistível, aromática e belíssima maçã.
Dentro deste conceito, Nina Ricci criou um perfume delicioso, tão delicioso que aconselho ao não deixar seu frasco ao alcance de crianças, pois até eu beberia seu líquido. O causador desta impressão “poção Gummy” é com certeza o limão: limão de caipirinha+ limão siciliano, isso adocicado pleo caramelo do praline. Em sequência, e agradeçam aos perfumistas por isso, vem as nuances da toffee red apple, que nada mais é do que maçã do amor. Bom, é díficil resistir à maçã do amor, e o aroma é realmente identico, doce, duradouro por conta da infusão de baunilha, mas o perfume leva até o fim o aroma refrescante do limão.
No fundo, a macieira e o cedro fazem um contraponto sutil, juntamente com a peonia e o musk branco (cotton musk).
Enquanto a caixa esconde de você a maravilha de frasco, sendo mesmo bem desinteressante, o vidro vermelho rosado em forma de maçã faz você sentir-se Branca de Neve_ e quem a culparia? Design sensacional.
Fica a nota, de que em mim (e segundo ouvi dizer por aí, em outras pessoas também), o perfume não tem muita longevidade na pele.
O marketing do produto também merece destaque, e pode ser apreciado na na belíssima propaganda:
Fast Tube by Casper
Curioso? Veja Nina Ricci: Preços (link Buscapé)




























