Olivier Cresp | Perfume na Pele

Seu perfume e sua pele.

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Cacharel Scarlett

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Scarlett da Cacharel me atraiu desde o ínicio por sua embalagem sofisticada e delicada (em fotos), que me lembrou uma arte japonesa esculpida em marfim. Eu já sabia que o perfume tinha sido pensado para rivalizar com o legendário Anaïs Anaïs, portanto, conscientemente, esperava que fosse um floral inocente. Mas ao vivo o frasco é um pouco decepcionante e o perfume causou algumas reações controversas quando o usei.

As notas iniciais são frescas e leves, embora nãos ejam aguadas, são realmente leves. Como eu tenho algunss Burberry, até achei bastante parecido com o Brit EDT. As bnotas de chá e pêra em adição a alguns tons cítricos (neste caso não são limões de caipirinha, é algo meio genérico como se você tomasse Schapps Citrus, me entende? Algo entre maçã,  tangerina e limão). É bom, mas não é algo que eu esperasse para “Scarlett”. Um perfume que foi inspirado na personagem de E o Vento Levou e na atriz Scarlett Johansson. Só se for Scarlett O’Hara virgem, e olha lá, hehehehe.

É um perfume bem retrô, com florais em madressilva e flor de laranjeira e jasmim, cujo coração da fragrância é sutil e romântico, extremamente floral e talcado. Se não fosse a presença de um almíscar de qualidade, seria um perfume banal. Na verdade, não vi nada de marcante nele, mas alguns caras que trabalham comigo falaram que gostaram do perfume.

Vai entender.

A fixação é boa. Para quem gosta de talcados e perfumes bem comportados.

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Mas sinceramente, este não é um perfume “Scarlett. Faltou personalidade.

Cacharel Scarlett foi criado por Olivier Cresp, Alberto Morillas e Honorine Blanc, um trio renomadíssimo. Será que foi uma tentativa da marca em encontrar concorrente para Miss Dior Cherie ( pela propaganda que você pode conferir, parece que foi esta a intenção) Mas se foi, erraram feio. Miss Dior Cherie dá de 10 a zero em Scarlett.


Fast Tube by Casper


Givenchy Ange ou Demon

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Por causa do comentário da Ana Paula, eu fui buscar nas reminiscências de minha memória o original Ange ou Demon para comentar na seqüência seu mais novo flanker, Ange ou Demon Le Secret. Mas eu não conseguia me lembrar nada além do fato de eu ter gostado do perfume.

Então fui revisita-lo.

É interessante como Ange ou Demon tem personalidade tendo sido criado num momento em que a Givenchy, criadora do clássico Amarige e de outras  delícias, só apareça com perfumecos de apelo quase teen. E normalmente eu reclamo de como alguns frascos não têm nada a ver com a fragrância, e neste caso, têm tudo a ver, sim.

Inspirado num pingente de candelabro. O deseign original é de Serge Mansau

Inspirado num pingente de candelabro. O design original é de Serge Mansau

Eu detesto fazer cenários para tentar explicar um perfume para alguém, mas aqui vai. Ange ou Demon me parece perfeitamente gótico. É aveludado, noturno, sexy, poderoso. Se pudesse apagar a imagem da modelo no longo branco de costas nuas, colocaria uma morena de pele pálida e vestido de veludo azul noite. É como se o perfume brincasse com um jardim de flores narcotizantes numa noite de brumas. Talvez aí esteja a razão para o nome da fragrância.

É um perfume invernal, com doses de orquídeas misteriosas e as perigosas flores de ylang ylang e açafrão ( que pode fazer um perfume ser um horror ou um must have por proporções ínfimas); seu aroma gruda na cabeça, e o lírio é presente e bem encorpado, aliás.

O lírio é o símbolo da pureza e o ylang ylang uma flor afrodisíaca. A doçura da fava tonka, e a equilibrada presença do pau rosa apenas complementam o final do perfume, sem, no entanto torná-lo doce demais. O musgo de carvalho, nota densa e instigante, confere ao perfume peso e sofisticação.

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Versão luxo em ouro 28 quilates. Que sonho!

Interessante como as flores se mantém frescas olfativamente, numa composição tão opulenta. A duração da fragrância é ótima, doze horas em média.

Jean-Pierre Bethouart e Olivier Cresp criaram Ange ou Demon em 2006.

O frasco traz os tons noturnos de que eu falei,  em forma de um prisma facetado e com um belo relevo em formato de um elo, ou pequenas lágrimas. Gótico total.


Just Cavalli Pink Roberto Cavalli

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É uma grata surpresa experimentar um perfume original e com um custo beneficio tão bom ao mesmo tempo.

Confesso que a impressão que eu tinha era a de um aroma um tanto kitsch. A impressão passa exatamente no momento que você coloca as mãos no frasco. Como outro perfume de Roberto Cavalli (Oro), o acabamento é lindo e exuberante. O frasco tem uma parte feita de acrílico, encaixada sobre o vidro. Entre elas, o cartão Pink com a estampa típica de Cavalli. No vidro, em baixo relevo, um hibisco estampa a parte traseira do frasco. A bomba de spray está engenhosamente embutida entre as peças de acrílico e o vidro. Show!

Eu realmente imaginei que o Just Cavalli Pink seria um Sea and Sun in Cadaqués com notas de lírio. Algo datado, frutal e refrescante. Estava completamente enganada!

O perfume em si, como eu disse, tem predominância floral frutal, mas as notas amadeiradas são eloqüentes. Na verdade, até mais que a deliciosa presença da casca de pêssego, na dose exata para quebrar o gelo. A suavidade cítrica desta nota compõe junto com a exótica nota do hibisco, a entrada triunfal de Just Cavalli Pink. Logo em seguida, uma nuvem acetinada de lírio branco domina os sentidos. Just Cavalli Pink é para alguém como eu, que ama florais. A tiare flower sempre é uma flor perigosa, mas sua combinação com as rosas da Bulgária e o aroma “ardido” da peônia, cria um clima de exuberância floral que fazia tempo, eu não sentia.

Mais que tudo, Just Cavalli Pink é um perfume que diz a que veio. Tem uma forte personalidade. Olivier Cresp, um dos meus perfumistas preferidos desde sempre, criou Just Cavalli Pink em 2006. O perfume, aliás, tem uma contraparte masculina, chamada Just Blue.

Pode ser que a combinação de flores e pêssego crie em você a sensação de que está sentindo o aroma de uma fruta suculenta e misteriosa; aquela que você quase lembra o nome mas… Para alguns, talvez Just Cavalli Pink seja muito forte; acredito mesmo que na dose errada possa causar dor de cabeça. È o efeito típico de perfumes luxuriantes como este.

Com a mistura em sua pele, o perfume torna-se cremoso, rico, doce. E ao mesmo tempo, fresco. As notas de pau-rosa e ambergris em doses massivas criam uma fixação boa e persistente. Além de que o aroma viciante das duas notas se mesclam em perfeita harmonia, sem “azedar o perfume” rápido.

Ainda estou extasiada em ter pago menos de 100 reais por um frasco de 60ml. Vale a pena conhecer!


maio: Cacharel Scarlett será um novo Anaïs Anaïs?

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Está previsto para julho o lançamento do perfume que pretende, se não suceder, ao menos igualar-se ao sucesso atemporal de Anaïs Anaïs.
A Cacharel batiza a nova fragrância como Scarlett, e segundo o que rola por aí, no intuito de homenagear a heroína do célebre romance …E o Vento Levou. E também a atriz Scarlett Johansson.
Escolheram para a criação do perfume um trio e tanto: Honorine Blanc , Alberto Morillas, e Olivier Cresp.

cacharel-scarlett-2Quando olhamos a embalagem retrô,desenhada por Christophe Pillet (delicadíssima peça que lembra porcelana ou marfim, esculpida em baixo relevo com motivos florais japoneses, e ainda por cima em tons pasteis), a ligação entre o nome, a personagem e o frasco não faz sentido algum.
As notas escolhidas para a fragrância também são clássicos de um floral branco, sucesso romântico lá fora, mas aqui no Brasil não muito popular. Conta com jasmim, neroli, madressilva; folhas de chá, pera, almíscar branco e sândalo.

Mas serei só eu ou realmente o nome “Scarlett”  parece forte demais para um perfume tão romântico e leve? A impressão que  tenho é de que o perfume é totalmente retrô.
“Mon secret est à l’intérieur” (meu segredo está no interior), o slogan da fragrância, provavelmente tem ligação com o fato de não podermos julgar pela aparência do frasco…


abril: Calvin Klein CKIN2U HEAT, Nina Ricci L’Air de Printemps, Eaux de Sisley

Bom, eu ando meio atrasadinha para postar algumas notícias, mas tento fazer o meu melhor. Antecedendo a primavera e já de olho no verão, são muitos os lançamentos das grandes marcas. Vou tentar atualizar durante a semana. Aqui vão algumas:

 

 

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CKIN2U HEAT by Calvin Klein

Esta fragrância foi na verdade, lançada em março, mas eu não tive tempo de comentar pois estava mudando o blog de endereço…foi mal.

Conforme os criadores, a fragrância teria sido inspirada na equação gente jovem e bonita e sexy+ água+ noite de verão. CKIN2U HEAT (este nome quase impronunciável para nós, lusófonos _si-qui-in-tu-iu Riti_ aimeudeus) é leve e minimalista, com frutas protagonizando o blend de jasmim vermelho, cedro, sândalo, orquídea doce e pétalas de frésia. O tom do perfume é dado pelo Martini de maçã.

Já a versão masculina tem chá, e erva mate, gengibre, pêra, madeiras e almíscar envolvidos pelo acorde “caipirinha” (cachaça, limão e açúcar). Criado por Jean Marc Chaillan e Loc Dong, da IFF. Vamos combinar que um copo de caipirinha geladíssima e intocada cheira muito bem, mas um homem cheirando a caipirinha, assim no cio, sei não… Acho que não é minha definição de sexy. OU pensando bem….

E se você ficou tentado a se embebedar com estes perfumes, fique sabendo que é edição limitada. Melhor não bebê-los se quiser usar por um bom tempo…

 

Eaux de Sisley

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Sisley não é muito difundida no Brasil, mas pode-se encontrar em boas perfumarias. Lançado este Mês o trio Águas de Sisley, onde cada fragrância tem um número. Para que a freguesa não tenha problemas em se encontrar!

Conforme o site oficial, são três facetas de uma mesma mulher, reflexos cambiantes de seu humor e personalidade.

As fragrâncias foram uma criação da dupla Hubert e Isabelle d’Ornano. Atenção para as magníficas tampas dos frascos, criadas  pelo artista polonês  Bronislaw Krzysztof.

 A primeira fragrância aposta na luminosidade e na alegria, com notas de toranjas, rosas, especiarias combinadas com o chá verde. Tudo isso alinhavado pelo patchouli ensolarado e pelo almíscar.

 

A segunda fragrância representa bem o frescor do vetiver, com a presença da bergamota e do basílico, do sândalo e uma pitadinha de patchouli. Sensação de banho recém tomado total!

Já a nº 3 tem toques gourmant, com a baunilha protagonizando a fragrância; e a sidra, a  toranja e a mandarina revelando-se em contrapartida, com o jasmim-do-imperador, pêssego e damasco.

L’Air du Printemps, Nina Ricci

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Edição limitada, este floral fresco vem representar por uma primavera o atemporal L’Air Du Temps. Mais ensolarado, mais moderno: rosas são rosas, mas o jasmim e a plumeria (jasmim-

manga) deixam o perfume mais suave e talcado que o original; a pera adocicada e as madeiras de  cedro e sândalo renovam um clássico. Atenção ao frasco digno de sonho, e ao revival do 

floral. Olivier Cresp, Firmenich, é o criador.


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